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## 1. A era da informação e a academia contemporânea
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Diversas abordagens já foram utilizadas para analisar os impactos da tecnologia da informação na sociedade contemporânea. Desde questões epistemológicas como vistas pela perspectiva da Ecologia Cognitiva, conceito cunhado por Pierre Lévy (LÉVY, 1993), até seus impactos na economia, sociedade e cultura como postos por Manuel Castells(CASTELLS, 1999) e Yonchai Benkler(BENKLER, 2006). Essas reflexões contribuem para o esclarecimento da profundidade do impacto das novas tecnologias da informação e comunicação para a humanidade.
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No que se refere à academia, o surgimento de novos referenciais podem ser identificados em dois movimentos complementares, o dos Recursos Educacionais Abertos (SANTANA; ROSSINI; PRETTO, 2013) (REA) e o movimento pela ciência aberta. Sarita Albagli descreve o segundo da seguinte maneira(ALBAGLI, 2015):
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> "O movimento pela ciência aberta deve ser pensado no contexto dos movimentos sociais que emergem em meio a mudanças nas condições de produção e circulação da informação, do conhecimento e da cultura, e que vêm desestabilizando arcabouços epistemológicos e institucionais vigentes. Trata-se de refletir sobre os desafios que essas mudanças trazem às dinâmicas científicas, seus valores e práticas, e sobre os novos olhares que se impõem para melhor compreender e lidar com tais desafios." 
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A universidade, definida como o "local de domínio e cultivo do saber humano" [^LDB], é, naturalmente, uma das instituições mais impactadas com o surgimento de novas dinâmicas de produção e disseminação de conhecimento. Assim, é possível ampliar o contexto do argumento posto por Albagli para além das '''dinâmicas científicas, seus valores e práticas''', abrangendo todas as dinâmicas, valores e práticas acadêmicas.
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Por mais que a academia se mantenha em posição de destaque pelo monopólio de emissão de diplomas e títulos, a capacidade de atuação profissional dos egressos cada vez mais precisa ser complementada por formação extra-acadêmica, uma vez que a formação tradicional das universidades mantém-se alheia às novas dinâmicas do conhecimento. Se, por um lado, as dinâmicas sociais e econômicas têm respondido aos novos meios de produção e disseminação do conhecimento advindos da tecnologia da informação, por outro, a academia tem se mostrado mais lenta para adaptar-se às inovações nas suas dinâmicas produtivas. Observa-se um *modus operandi* no qual as limitações das ferramentas e métodos do passado são artificialmente impostas às novas, sejam pelas políticas vigentes ou pelos vícios da cultura institucional. Isto é, substituem-se ferramentas para realizar as mesmas tarefas: a máquina de escrever por um editor de texto, o quadro negro por um projetor multimídia, ou a sala de aula tradicional por uma sala de aula virtual, igualmente fechada. 
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A inserção das novas dinâmicas informacionais na universidade não é trival; requer a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias acadêmicas para atualizar a universidade. O Centro de Tecnologia Acadêmica (CTA) do IF/UFRGS foi criado para ser um laboratório de criação e experimentação destas tecnologias e promover a sua disseminação para além da academia, de forma livre e colaborativa. Surge também para integrar os estudantes do curso recentemente criado de Engenharia Física com as atividades de ensino, pesquisa e extensão da universidade [^CTA-boas-vindas]. Atualmente pode ser considerado um centro interdisciplinar com alunos de diversos cursos. 
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### 1.1  Tecnologias acadêmicas
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As tecnologias acadêmicas desenvolvidas pelo CTA podem ser separadas em duas categorias:
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1. tecnologias meio
2. tecnologias fim
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As tecnologias meio são as técnicas, métodos e ferramentas utilizadas como meio da academia atingir seus objetivos. São aquelas para gestão acadêmica, comunicação interna e externa, organização de grupos e de comunidades, enfim, têm o objetivo de perpetuar a dinâmica acadêmica, registros e a memória, dando continuidade à cultura institucional. São tecnologias utilizadas para gestão de projetos, publicação de resultados, canais de comunicação interno e com a comunidade externa. Tipicamente podem ser aplicadas com poucos ajustes por todas as áreas acadêmicas.
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A categoria das tecnologias fim são os métodos, processos e instrumentos científicos desenvolvidos e utilizados nos laboratórios de pesquisa e laboratórios didáticos de ensino. São tecnologias específicas para cada área do conhecimento.
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O Centro de Tecnologia Acadêmica IF/UFRGS atua em ambas as frentes. As tecnologias meio empregadas pelo CTA são apresentadas mais adiante, onde descrevemos os canais de comunicação do CTA e as dinâmica de grupo e reuniões, métodos de formação de comunidade, organização de eventos, documentação de projetos. As tecnologias da categoria fim do CTA são apresentadas na seção de exemplos de projetos documentados. 
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### 1.2 A liberdade e abertura do conhecimento
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A fim de tornar natural o princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão univesitárias e maximizar o potencial de disseminação das tecnologias utilizadas  e desenvolvidas pelo CTA, foram tomados como princípios do Centro aqueles presentes nas definições de abertura e liberdade do conhecimento. São modalidades de conhecimento que exploram profundamente as possibilidades advindas das tecnologias digitais. É uma abordagem que estimula a participação colaborativa no empreendimento acadêmico e estimula uma competição que recompense a capacidade de inovação e não o acesso aos meios(ABDO, 2015). Ao mesmo tempo promove a extensão, vista como a interação da universidade com a sociedade, pela remoção de barreiras à disseminação destas tecnologias para além do ambiente acadêmico, podendo atingir o ensino em todos os níveis assim como atividades comerciais, de serviços e industriais, sem discriminação ou favoritismo. Isto ocorre mesmo tempo em que atualiza a prática acadêmica às tendências, aos princípios e preceitos de transparência que são esperados  de instituições mantidas com ou que recebem recursos públicos. 
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Ao lembrar que as tecnologias têm impacto direto na vida cotidiano e no futuro, cabe apontar também que as tecnologias livres se enquadram naturalmente nas propriedades de transferência de tecnologia para adaptação às mudanças climáticas. Segundo o relatório de 2009 elaborado pelo grupo especialista de transferência de tecnologia da Convenção Quadro de Mudanças Climáticas das Nações Unidas[^UNFCCC-2009], a transferência de tecnologias de adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas deve prover ao recipiente a capacidade para:
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* Instalar, operar, manter e reparar as tecnologias
* Produzir versões de custo reduzido das tecnologias
* Adaptar as tecnologias aos mercados e circunstâncias domésticas;
* Desenvolver novas tecnologias.

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Como coloca Joshua Pearce (PEARCE, 2012a), 
> "Pesquisa de código aberto mostra que é possível agilizar desenvolvimento de tecnologias para a sustentabilidade quando fundamentadas na ética *hacker* com  i) revisão de pares massiva no desenvolvimento de materiais de suporte e desenhos experimentais, ii) maior visibilidade, que leva a iii) maiores oportunidades de financiamento e amplia o interesse dos estudantes e iv) melhora a educação e treinamento dos estudantes em atividades relacionadas à pesquisa. 
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Também foi demonstrado que o surgimento de máquinas de fabricação digital de baixo custo como a impressora 3D RepRap (JONES et al., 2011) levam a uma drástica redução dos custos para obtenção de instrumentos científicos (PEARCE, 2012b).
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### 1.3 Definições de liberdade e abertura de conhecimento
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São diversas as definições e declarações que foram criadas para se referir à liberdade do conhecimento. É adequado afirmar que a raiz filosófica que embasa os atuais movimentos de cultura livre e abertura do conhecimento remonta ao movimento Software Livre e ao projeto GNU[^GNU], iniciado por Richard Stallman na década de 80. Stallman definiu *software* livre [^SL] em Fevereiro de 1986 e esta definição é mantida atualmente pela Free Software Foundation. Stallman também escreveu a primeira licença de *software* livre, a General Public Licence [^GPL]. Fica entendido que:
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>  Por “*software* livre” devemos entender aquele *software* que respeita a liberdade e senso de comunidade dos usuários. Grosso modo, **os usuários possuem a liberdade de executar, copiar, distribuir, estudar, mudar e melhorar o *software***. Assim sendo, “*software* livre” é uma questão de liberdade, não de preço.
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Em 5 de Julho de 1997 a comunidade de desenvolvedores da distribuição GNU/Linux Debian ratificou orientações Debian para Software Livre [^DEBIAN] especificando os critérios para o *software* livre que é aceito na distribuição. Mais tarde as orientações Debian para *software* livre foram utilizadas como base para a definição de *software* de código aberto (*open source definition*) [^OSD], buscando utilizar linguagem mais amena para maior disseminação do termo em meios mais conservadores. Richard Stallman apontou que o termo *software* de código aberto deve ser evitado [^OSD_Misses], enquanto Bruce Perens explicou como se deu esta definição em um capítulo do livro "*Open Sources: Voices from the Open Source Revolution*" (PERENS, 1999).
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Duas definições que sucedem estas são particulamente importantes para o trabalho desenvolvido no Centro de Tecnologia Acadêmica: a definição de obras culturais livres, a qual mantém o maior alinhamento com os princípios de liberdade do conhecimento; e a definição de Hardware Aberto e Livre (HAL). As duas são apresentadas a seguir.
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![Princípios do Centro de Tecnologia Acadêmica - CTA IF/UFRGS](./figuras/CTA_composto.png)

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#### 1.3.1 Definição de obras culturais livres 
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A Definição de obras culturais livres [^FREEDOMDEFINED] foi inicialmente apresentada na Wikimania em Agosto de 2006 por Benjamin Mako Hill e Erik Möller. Após deliberação pública em Março de 2007 passou a ser referência da política de licenciamento de conteúdo da Wikipédia [^WP-pol]. Obras culturais livres são aquelas que apresentam as seguintes liberdades:
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* a **liberdade de usar** a obra e aproveitar os benefícios do seu uso;
* a **liberdade de estudar** a obra e de aplicar o conhecimento dele adquirido;
* a **liberdade de fazer cópias e distribuí-las**, em todo ou em parte, da informação ou expressão;
* a **liberdade de fazer mudanças e melhoramentos**, e de distribuir obras derivadas.
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Esta definição é de caráter geral e expande as quatro liberdades fundamentais do *software* livre (SL) definidas por Richard Stallmann para todas as obras culturais fruto do intelecto humano. Cronologicamente, surgiu após a definição de SL, porém, conceitualmente pode ser pensada como a definição mais fundamental, sendo que definições que tratam de áreas específicas podem ser vistas como adequações desta. Um exemplo é a definição de *hardware* aberto e livre, que envolve o projeto e construção de objetos tangíveis, materiais, com suas características e dificuldades específicas. 
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#### 1.3.2 A definição de Hardware Aberto e Livre (HAL)
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A comunidade de *hardware* aberto e livre se reuniu em meados de 2010 para criar uma definição para o Open Source Hardware [^OSHWDef], que aqui é traduzida como Definicão de Hardware Aberto e Livre. A definição, na sua versão 1.0 inicia com uma declaração de princípios que podem ser traduzidos da seguinte maneira: 
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> Open source *hardware* é o *hardware* cujos projetos são disponibilizados publicamente de modo que qualquer um possa estudar, modificar, distribuir, fabricar e vender o projeto ou o *hardware* baseado no projeto. A fonte do *hardware*, o projeto do qual ele é fabricado, é disponibilizado no formato mais adequado para que nele sejam feitas modificações. Idealmente, *hardware* de código aberto utiliza componentes e materiais facilmente acessíveis, processos padrões, infraestrutura aberta, conteúdo irrestrito, e ferramentas de desenho livres para maximizar a possibilidade dos indivíduos fazerem e utilizarem o *hardware*. *Hardware* de código aberto dá às pessoas a liberdade de controlar a sua tecnologia enquanto compartilham conhecimento e encoraja o comércio através do compartilhamento aberto dos projetos. 
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**Esclarecimento: o que é *hardware*?**
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Existe uma tendência a considerar apenas os instrumentos eletrônicos, tipicamente microprocessados como um computador, como sendo *hardware*. Entretanto, *hardware*, em inglês representa qualquer instrumento físico, seja uma ferramenta manual ou uma impressora 3D. Equipamentos utilizados em laboratórios científicos também se encontram na categoria de '''*hardware*'''. Mais do que isso, uma gama de instrumentos científicos abertos estão sendo concebidos dentro do conceito de Open Science Hardware (PEARCE, 2012). Assim, utilizamos aqui e defendemos o entendimento de *hardware* na representação ampla de instrumentos e ferramentas além dos computadores.
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### 1.4 Da liberdade do *software* à do *hardware*
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São comuns as ilustrações das novas dinâmicas produtivas exemplificadas pela Wikipédia e o *software* livre. Ambos se caracterizam por serem empreendimentos colaborativos de construção de intangíveis que floresceram quando os elementos para sua criação e disseminação estavam maduros a ponto de serem adotados em larga escala. Neste ponto, a infraestrutura física necessária para isto, um computador conectado à internet, é complementado por elementos técnicos e legais:
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* Aspectos técnicos que viabilizam colaboração em *software* livre
 * *Hardware*: Um computador conectado à rede
 * *Software*: um editor de textos e ao menos um compilador de código, ambos livres;
* Aspectos Legais: uma licença de *software* livre
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O próximo passo na construção colaborativa refere-se à construção colaborativa e distribuída de objetos tangíveis. Enquanto os computadores pessoais suprem a infraestrutura física para a colaboração distribuída para o desenvolvimento de *software* e textos, a infraestrutura necessária para o desenho colaborativo e fabricação distribuída de instrumentos e equipamentos físicos ainda é precária.
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Atualmente, o desenvolvimento de HAL seguindo os princípios da declaração é bastante limitado devido à carência de "processos padrões, infraestrutura aberta, conteúdo irrestrito, e ferramentas de desenho livres" apropriadas para esta finalidade. Além destes aspectos técnicos, boas práticas de registro e documentação também não estão bem estabelecidas, sendo um atual desafio cultural a ser superado para atingir uma maior prosperidade no desenvolvimento de *hardware* aberto e livre. O CTA está atuando para viabilizar ou ampliar as possibilidades de desenvolvimento de *hardware* que siga mais profundamente os princípios estabelecidos na definição de *hardware* aberto e livre, atuando nos pontos mais carentes apontados acima.
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No que se refere ao *software* utilizado para projetar o *hardware*, este surge explicitamente na declaração dos princípios, copiada acima, onde aponta que as '''ferramentas de desenho devem ser livres'''. A segunda referência ao *software* é indireta. Pode-se ler na  primeira seção da definição as orientações sobre os formatos dos arquivos da documentação do projeto, onde são indicados formatos que possam ser modificados e codificados em formatos abertos. Neste caso, a indicação ao *software* livre que trata do formato aberto é indireta, mas também presente. O desenvolvimento de infraestrutura aberta para o desenho de fabricação de *hardware* livre e aberto é uma das linhas de ação do CTA, como descrita na seção 2.
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Sem a disponibilidade de  tal infraestrutura observamos um modelo centralizado de desenvolvimentos de projetos de *hardware* aberto onde o desenvolvimento é realizado por grandes contribuições realizadas por poucos indivíduos.
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A seguir apresentamos a nossa visão de práticas e infraestrutura necessária para o desenvolvimento aberto e colaborativo de Tecnologias Acadêmicas e HAL.
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### 1.5 Hiperobjetos 

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Se por um lado diversas vertentes de abertura e liberdade do conhecimento surgiram a partir dos ideais de *software* livre, por outro, estas diferentes vertentes têm alguma dificuldade em encontrar um ponto comum de atuação. Por exemplo, muitos entusiastas de *hardware* aberto e livre não necessariamente prezam pelo uso de *software* livre para a realização de seus projetos, assim como é comum defensores de recursos educacionais abertos utilizarem plataformas proprietárias para produzir e distribuir seus materiais didáticos sob licenças permissivas. A fim de construir uma base conceitual para o ponto em comum entre todas as vertentes de conhecimento aberto, do *software*, aos materiais multimídias e os equipamentos, foi criado o conceito de hiperobjeto (PEZZI, 2015). Hiperobjeto pode ser entendido como a interseção entre *hardware* livre, *software* livre e documentação livre, ou seja, é um objeto que foi criado com ferramentas livres, pode ser utilizado com *software* livre e sua documentação é livre. A documentação livre é toda a documentação acerca do objeto que for distribuída sob licença permissiva, formatos abertos e construídas com *software* livre. Ela pode incluir também manuais de uso, guias de atividades e aplicações em contextos de educação e ciência aberta. Isto é, a mesma integra ao hiperobjeto todo o material produzido relacionado ao hiperobjeto que foi disponibilizado pelos autores em conformidade com as definições de obras culturais livres e de conhecimento aberto [^esc].
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![Hiperobjetos](./figuras/hiperobjeto.png)

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Outro ponto de destaque com relação aos princípios declarados na definição de *hardware* aberto refere-se à infraestrutura necessária para a fabricação do instrumento. A infraestrutura ideal para a fabricação de instrumentos livres são máquinas de fabricação digital, também chamadas de máquinas de fabricação personalizadas, e estão em pleno desenvolvimento. O conjunto destas integradas com uma estação de desenho e projetos dos componentes é chamado de **Bancada dos Hiperobjetos**. 

__Notas:__
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[^LDB]: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf. Acessado em 8 de Janeiro de 2016.
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[^CTA-boas-vindas]: Boas Vindas do CTA. Diponível em http://cta.if.ufrgs.br/. Acessado em 8 de Janeiro de 2016.
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111
[^UNFCCC-2009]: United Nations Framework Convention on Climate Change, FCCC/SB/2009/2, Recommendations on future financing options for enhancing the development, deployment, diffusion and transfer of technologies under the Convention. Disponível em http://unfccc.int/resource/docs/2009/sb/eng/02.pdf. Acesso em 10 de Setembro de 2015.
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[^SL]: FREE SOFTWARE FOUNDATION. O que é software livre? Diponível em : https://www.gnu.org/philosophy/free-sw.html. Tradução: Rafael Beraldo. Acessado em 4 de Janeiro de 2016.
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115
[^GNU]: A história do projeto GNU. Disponível em https://www.gnu.org/gnu/gnu-history.html. Acessado em 8 de Janeiro de 2016.
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[^GPL]: GNU General Public License. Disponível em https://gnu.org/licenses/gpl.html . Acessado em 8 de Janeiro de 2016.
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[^DEBIAN]: Orientações para software livre para parte do Contrato Social do Debian. Disponível em https://www.debian.org/social_contract#guidelines. Acessado em 8 de Janeiro de 2016.
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121
[^OSD]: Open Source Definition. Diponível em https://opensource.org/osd. Acessado em 8 de Janeiro de 2016.
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123
[^OSD_Misses]: Por que o Código Aberto não compartilha dos objetivos do Software Livre. Disponível em  https://www.gnu.org/philosophy/open-source-misses-the-point.html. Acessado em 8 de Janeiro de 2016.
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125
[^FREEDOMDEFINED]: Definição da versão 1.1 de "Obras Culturais Livres". Disponível em http://freedomdefined.org/Definition/Pt. Acessado em 8 de Janeiro de 2016.
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127
[^WP-pol]: Resolução: Política de licenciamento. Disponível em https://wikimediafoundation.org/wiki/Resolution:Licensing_policy/pt. Acessado em 8 de Janeiro de 2016.
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[^OSHWDef]: Definição de Open Source Hardware. Disponível em http://freedomdefined.org/OSHW. Acessado em 8 de Janeiro de 2016.
 
[^esc]: O Hiperobjeto pode ser entendido como aquele que "utiliza componentes e materiais facilmente acessíveis, processos padrões, infraestrutura aberta, conteúdo irrestrito, e ferramentas de desenho livres". Enquanto a definição de Hardware Open Source traz estes como o caso ideal, no hiperobjeto são condições mínimas.
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