Commit 20c77c94 authored by Rafael Peretti Pezzi's avatar Rafael Peretti Pezzi

Qui Jan 7 17:16:02 BRST 2016

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* Retorno imediato dos recursos públicos investidos, com grande potencial de disseminação dos resultados;
### 5.1Empreendedorismo aberto
A disseminação das tecnologias livres no mundo instigou, de forma conjunta e causal - simultaneamente -, a formação de modelos de negócios abertos. Estes modelos se caracterizam basicamente por:
* Participação no empreendimento aberta a todos interessados (internos ou externos à empresa);
* Colaboração ativa na parte de divulgação e compartilhamento de conhecimento dentro do negócio;
* Valorização do envolvido no negócio de forma correspondente com a sua colaboração.
O trabalho conjunto no desenvolvimento de um negócio catalisa a inovação e sua produtividade. Negócios abertos causam maior efetividade na criação e na agregação de valor em uma organização(Chesbrough, 2007). Também é visto que uma estrutura colaborativa num ambiente de negócios proporciona maior proveito dos investimentos tanto em tempo quanto em dinheiro. Abrir setores de desenvolvimento de produtos para cooperação facilita a ramificação e o espalhamento de ideias permitindo que, por exemplo, patentes que não tiveram utilidade para a empresa que a criou sirvam e gerem valor sob uso de colaboradores externos.
>: Colocar referência em Chesbrough.
Fatores como o alto custo do desenvolvimento tecnológico e o aspecto volátil da sobrevivência de novos produtos no mercado incentivam a abertura de empreendimentos. Isso ocorre em função de que nesse processo o fardo desses fatores é sustentado pelos diversos colaboradores do negócio. Isso significa que o empreendedorismo aberto também simplifica todo o processo de inovação. Além disso, firmas tendem a sofrer uma diminuição na sua habilidade de se relacionar externamente com outras organizações e também reduzem sua base de conhecimentos a longo prazo quando não cooperam nem trocam informações. Dessa forma, pode-se dizer que o crescimento de um empreendimento pode ser acentuado através de processos abertos de desenvolvimento (Koschatzky, 2001).
>: acho que esse "Koschatzky" precisa de uma referência, pelo menos o ano em que ele/ela afirmou isso.
>:: Tem as referências no final, mas não estão citadas no texto.
>::Deve-se reformular a referência?
>:: Referenciei com parênteses como li em outros artigos, corrijam caso acham necessário.
O sucesso dos modelos de negócio abertos vem sendo notado em organizações de diversos portes no mundo. Empresas relativamente recentes, tais como Adafruit e SparkFun, têm mantido uma plena expansão por meio de negócios colaborativos utilizando hardware aberto. Também há empresas transnacionais que têm aberto de forma gradativa seus projetos, tais como P&G e IBM, e obtido resultados positivos, apesar da mudança brusca do status quo. No Brasil, o avanço ainda é mais tímido, porém algumas iniciativas similares às já citadas obtêm êxito considerável em suas práticas. Um exemplo a ser destacado (de iniciativas em empreendedorismo aberto) é a da Incubadora Virtual da Universidade de São Paulo, que inspira-se nos projetos Wikipedia e SourceForge, que cria um espaço para inovação de forma colaborativa na parte de conteúdos virtuais. Ela busca abrangir tanto as esferas sociais quanto tecnológicas e acadêmicas.
>: creio ser necessário uma referência para confirmar este "faturamento bilionário", melhor ainda seria se tivéssemos números mais exatos, tipo o faturamento em 2015 ou 2014, ou qualquer 2000
>:: que tal trocar faturamento bili por mercado em plena expansão, caso não tenham numeros?
>:::Caso não tenham números, acho uma boa.
>:Fiquei em dúvida: "diversos portes" ou "diversas partes"?
>:: Diversos portes, querendo significar de vários tamanhos.
>:Podes crer, foi só pra mitigar a dúvida mesmo.
Um desafio a ser superado reside em desconstruir a ideia de que a abertura de um empreendimento o faz perder o propósito de lucrar. Não há correlação direta entre estes fatores, tendo em vista os casos de prosperidade mencionados anteriormente, o que remete também à distinção de abertura e liberdade para gratuidade. A verdadeira mudança se aorsenta na forma de organização do desenvolvimento do produto e não na sua rentabilidade. Também é preciso reformular o uso de licenças no desenvolvimento de produtos, utilizando licenas permissivas, de forma a não fechar o produto, incentivando que quem busque o produto com interesses de utilizá-lo para comercialização de alguma forma mantenha-o aberto e colabore para sua melhoria e diversificação.
>: creio não ser possívil afirmar que "deforma alguma isso acontece", pois pode acontecer. Talvez seja melhorar reformular para algo como "como mostrado pelos casos mencionandos, isso não é uma regra" e tals
>::Concordo. Mas não colocaria "não é uma regra" colocaria "não é uma verdade" ou algo assim mais agradável. Também complementaria que "o que muda é a maneira como os rendimentos são produzidos ou a estrutura econômica da empresa" ou algo do tipo, para marcar o ponto.
>: se der tempo, acho que a frase "também é preciso reformular. . ." deveria ser mais trabalhada e se tornar um parágrafo inteiro
>::De acordo. Não sei se um parágrafo inteiro, mas ao menos merece ser expandida.
>:: Complementei um pouco, mas creio que essa parte de licenciamento mereceria até mesmo uma seção, não tendo que ser necessariamente explanado na parte do empreendedorismo aberto.Abro-me para mais sugestões, caso achem necessário.
>:::Na minha percepção melhorou, Pedro. A estrutura ficou melhor, mas acho que cabe uns ajustes. Vou editar ali, fica à vonrade para descartar as modificações que não achares cabível. A parte de licenças já foi descrita antes, creio que basta citar.
O Centro de Tecnologia Acadêmica disponibiliza suas tecnologias e ferramentas para o empreendedorismo aberto, procurando recentemente aprofundar o conhecimento do desenvolvimento de economias colaborativas e sua inserção em suas redondezas. Nesse âmbito, ele também empreende no ramo da ciência aberta em seus projetos, abrindo caminho para qualquer um que procure colaborar. Assim, o Centro atende a mais um propósito da cultura livre, que é de gerar desenvolvimento local através do conhecimento aberto e das tecnologias livres.
>: A estrutura dessa parte final de Considerações Finais soou esquisita para mim. Trouxe à tona essa questão do empreendedorismo aberto, que é legal, e o texto ficou bom, apesar de algumas críticas, mas soou como se isso fosse a conclusão do artigo sobre o CTA. Pelo que entendi é proposta uma conclusão posterior a esta parte, certo? Nesse caso, o único conteúdo novo nessa seção é essa parte de empreendimento. Creio que pudesse ser mudado o nome da seção para "Considerações Complementares" (não muda muito, eu sei) ou "Demais Relações/Interações do CTA com a Sociedade" ou algo assim. Ou mesmo a inclusão em outra seção, qual eu não sei, talvez a do CTA mesmo.
>:: Creio que há mais partes a serem adicionadas além dessa parte do Empreendedorismo Aberto, não é a conclusão ao todo.
>:::Nese caso, tranquilo. Eu amarria outros conceitos e arremataria com uma conclusão que sintetize os conceitos trabalhados ao longo do artigo.
[REF] https://en.wikipedia.org/wiki/Open_business
SIMON, Imre. A incubadora virtual da FAPESP. Apresentação. São Paulo: FAPESP, 2004. Disponível em: http://www.ime.usp.br/~is/aula/incubadora-2004/incubadora-2004.pdf. Acesso em: 3 dez. 2014.
BJÖRK, Bo-Christer. Two Scenarios for How Scholarly Publishers Could Change Their Business Model to Open Access.Disponível em:http://quod.lib.umich.edu/cgi/t/text/idx/j/jep/3336451.0012.102/--two-scenarios-for-how-scholarly-publishers-could-change?rgn=main;view=fulltext. Acesso em: 28 dez. 2015.
CHESBROUGH, Henry. Why Companies Should Have Open Business Models. Disponível em:http://sloanreview.mit.edu/article/why-companies-should-have-open-business-models/. Acesso em: 26 dez. 2015.
ENKEL,Ellen. Open R&D and Open Innovation:exploring the phenomenon. Disponível em: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1467-9310.2009.00570.x/pdf. Acesso em: 27 dez. 2015.
FERREIRA, Edy.How Companies Make Money Through Involvement in Open Source Hardware Projects. Disponível em: http://timreview.ca/node/228. Acesso em: 30 dez. 2015.
KOSCHATZKY, K. (2001) Networks in innovation researchand innovation policy – an introduction. In:Koschatzky, K., Kulicke, M. and Zenker, A. (eds),Innovation Networks:Concepts and Challenges in the European Perspective. Heidelberg: Physica Verlag.
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......@@ -21,7 +21,7 @@ Como parte do esforço para o desenvolvimento de uma bancada de código aberto p
Em seu desenvolvimento, foi projetada para ser de fácil fabricação e manutenção, baixo custo e fácil obtenção das peças, sem comprometer a qualidade. É robusta, com precisão de 12.5 micromêtros e área de Trabalho de 200 mm x 150 mm. É capaz fresar sua pŕopria placa de controle, o que facilita seu processo de replicação. Agiliza e facilita o processo de prototipagem, com ela foi possível fresae várias placas de vários projetos do CTA[^lista-placas]. Após o lançamento da primeira versão, seu desenvolvimento continuou e pode ser acompanhado pelo fórum[^estado-atual].
>: me parece que falta uma conclusão para o teto.
>: me parece que falta uma conclusão para o texto.
** Referências **
......@@ -96,6 +96,18 @@ Atualmente as estações meteorológicas são construídas utilizando-se a plata
>:Materiais suplementares sobre as EMM: Esse material foi escrito por mim e pelo Pezzi e pode ser útil na complementação das ideias descritas aqui e ao longo do artigo. Passei a parte ciência cidadã e crowdsourcing para a parte de infraestrutura. Coloquei a parte de participação cidadão e de ensino específica das EMM ao longo do texto, quase ipsis litteris com o texto original. Dispus da maneira que senti que era melhor, vejam o que acham.
#### 2.4 Crowdsourcing
Crowdsourcing pode ser grosseiramente traduzido como construção pelas multidões. Em alguns casos pode viabilizar a solução de problemas que são inviáveis de serem resolvidos por pequenos grupos ou que teriam custos proibiltivamente elevados. Devido a uma dificuldade de consenso em torno do tema, diversas estratégias foram adotadas na busca de uma definição conciliadora, desde comparações com conceitos distintos para definir através do contraste até definições a partir de exemplos de sucesso[^BRABHAM2008], passando pela busca de elementos comuns de todas as iniciativas consideradas crowdsourcing [^ESTELLÉS-GONZÁLEZ2012]. De maneira rudimentar, é possível definir crowdsourcing a partir de sua concepção inicial[^HOWE2006], como a prática de expandir para um grupo de pessoas colaboradoras em potencial uma função que seria de um grupo restrito de empregados (ou ao menos de colaboradores em número restrito) através de chamada aberta. Essa chamada é aberta e é elemento fundamental do crowdsourcing, mas isso não o faz equivalente a código aberto ou abertura, pois uma iniciativa pode ser crowdsourcing sem ter todos os seus processos e códigos-fonte transparentes. Isso não impede que ambos sejam coincidentes e somem eventuais potencialidades e restrições. A sinergia entre ambos faz com que o processo sobre a prática do crowdsourcing seja fluido, pois a modificação e desenvolvimento é facilitado e potencializado pela abertura do conteúdo e da documentação, enquanto que a prática do crowdsoucing contribui aumentando as potencialidades do projeto aberto em questão, por aumentar a comunidade envolvida, fazendo com que o processo seja efetivamente transparente e não invisível.
#### 2.5 Ciência cidadã
Pode ser entendida como a ciência praticada com a colaboração de cidadãos voluntários, seja com esforço intelectual, suas ferramentas ou qualquer forma de recurso na obtenção de dados, resultados e interpretações. Embora não haja definição consensual sobre ciência cidadã, em especial no que tanje a definição de "cidadão voluntário" e quais contribuições desses cidadãos podem ser consideradas para que a ciência praticada seja realmente cidadã, a participação ativa dos cidadãos colaboradores não só agrega valor ao trabalho, co-criando a cultura científica, mas também faz com que os mesmos desenvolvam novos conhecimentos e habilidades, adquirindo conhecimento aprofundado no trabalho científico de maneira apelativa. As relações entre ciência e sociedade são aprimoradas nesse cenário transdisciplinar em rede e colaborativo, levando a uma tomada de decisões de pesquisa mais democráticas, baseadas em evidências informadas[^SOCIENTYZE].
>:Coloquei aqui nessa seção essa parte de Crowdsourcing e Ciência cidadã, com algumas alterações para o texto original feito por mim e pelo Pezzi, para que avaliem se é o lugar mais indicado. Essa seção estabelece "práticas e infraestrutura", não sei mais para qual lado pende a documentação e se há uma divisão clara entre essas duas categorias, mas por essa chamada me senti tentado a incluir esse dois processos metodológicos aqui. Poderia ser em "Academia do Futuro", mas lá me parece estar-se elaborando apenas os conceitos de liberdade e abertura e contraste com o modus operandi padrão, mantendo o foco nisso naquela seção. Pode ser em qualquer alguma outra também. Fica aí a questão.
>: Estou trazendo de volta para cá
*** Referências: ***
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Acreditando que a cultura de ampla colaboração e de continuidade do conhecimento faz-se necessária para suprir as necessidades atuais da humanidade sem prejudicar as gerações futuras, o Centro de Tecnologia Acadêmica do Instituto de Física da UFRGS (CTA IF/UFRGS) foi criado para adotar os princípios da cultura livre em suas atividades. Isto é feito com a utilização e o desenvolvimento de conhecimento e tecnologias livres e abertas. São tecnologias livres e abertas aquelas cujos usuários têm as liberdades de uso, estudo, modificação e distribuição, que garantem autonomia no aprendizado, no uso, desenvolvimento e disseminação dessas tecnologias. Este artigo justifica a escolha das tecnologias livres e abertas, apresentando como as possibilidades de criação, uso e disseminação do conhecimento geradas pela tecnologia digital, que embasam a cultura digital, estão sendo utilizadas e aprimoradas no CTA IF/UFRGS.
Criado em 2012 no Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IF/UFRGS), o Centro de Tecnologia Acadêmica tinha como objetivo inicial integrar os estudantes do curso recentemente criado de Engenharia Física com as atividades de ensino, pesquisa e extensão da universidade [^CTA-boas-Vindas]. Com o tempo, o Centro adquiriu um escopo maior, com a proposta de promover a disseminação e compartilhamento do conhecimento. Buscamos tais objetivos com a adoção e desenvolvimento de softwares e hardwares livres, fundamentada nas definições de liberdade do conhecimento.
>: Da maneira como a narrativa foi feita, parece que foi um processo sequencial: estudantes de engenharia física -> disseminação do do conhecimento -> softwares e hardwares livres. Mas todos esses elementos já estavam juntos desde os primórdios, apenas ganharam maturidade com o tempo. Modificaria a narrativa para que transmita essa ideia.
![Princípios do Centro de Tecnologia Acadêmica - CTA IF/UFRGS](./figuras/CTA_composto.png)
Iniciamos com uma breve reflexão sobre os impactos das tecnologias digitais na circulação da informação, do conhecimento e da cultura e apontamos os benefícios dos conceitos de liberdade e abertura do conhecimento aplicados à ciência, tecnologia e educação. Em seguida apresentamos hardware aberto e livre (HAL) como o passo eminente na evolução do desenvolvimento colaborativo de tecnologias. Fazendo uma análise dos conceitos, apontamos para a infraestrutura e metodologias que julgamos necessárias para viabilizar o desenvolvimento colaborativo de instrumentos científicos e educacionais abertos em escala até então vista apenas em projetos de intangíveis como a Wikipédia e o sistema operacional GNU/Linux.
Descrevemos como estes conceitos são integrados como princípios no Centro de Tecnologia Acadêmica visando a atualização da academia nos modos de produção, gestão e disseminação do conhecimento. Por fim, apresentamos alguns exemplos de instrumentos abertos desenvolvidos no CTA, juntamente com reflexões sobre o papel que os princípios adotados pelo Centro têm para a formação dos alunos e o impacto que seus projetos podem ter na sociedade pela integração natural com a pesquisa e extensão universitárias.
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