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Qui Jan 7 11:17:57 BRST 2016

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......@@ -78,8 +78,34 @@ O CTA realiza oficinas de introdução às ferramentas livres utilizadas para o
[^eventos_CTA]: Página que lista e organiza participação do CTA em eventos diversos - http://cta.if.ufrgs.br/projects/suporte-cta/wiki/Eventos
### CTA Jr. CAP
### CTA Jr. CAp
Centro de Tecnologia Acadêmica Jr. no Colégio de Aplicação da UFRGS.
* O que e como acontece no CTA Jr CAP. Como os alunos do CAP aproveitam a experiência dos seniores? Como contribuem?
* Citar exemplo: sirene.
Dadas as novas dinâmicas informacionais, a necessidade de atualizar a cultura institucional na academia também existe quando se trata da educação básica. Dessa maneira, pesquisa e desenvolvimento de tecnologias acadêmicas se mostram importantes não apenas na universidade, mas em todo o sistema educacional; com isso, encontramos o desafio de atualizar a cultura escolar às novas dinâmicas. A partir dessa necessidade e do interesse pelo CTA do professor de física do Colégio de Aplicação (CAp) da UFRGS Rafael Brandão, em 2013 — um ano após a criação do CTA — foi criada uma sede do laboratório no colégio com o objetivo de levar as tecnologias acadêmicas desenvolvidas pelo CTA para a educação básica; a essa sede foi dado o nome CTA Jr.
O CTA Jr. foi iniciado com foco no projeto Estações Meterológicas Modulares (EMM) [^EMM-wiki], cujo sucesso depende da reprodução de protótipos de estações meteorológicas por cidadãos ou instituições — principalmente, escolas. As primeiras atividades foram oficinas de introdução à plataforma Arduino (base das EMM) e montagem de protótipos demonstrativos em protoboard, em paralelo a uma disciplina eletiva de física da atmosfera, oferecida a alunos de ensino médio; essas atividades se deram até o final daquele ano.
A partir do ano seguinte, já com um espaço físico próprio (até então era utilizado o laboratório de física da escola), o CTA Jr. se tornou um ambiente aberto de estudo e desenvolvimento de tecnologias acadêmicas para alunos do colégio e mesmo da universidade. É um espaço do qual qualquer aluno interessado pode se apropriar para se familiarizar aos ideais e projetos desenvolvidos, e, eventualmente, se juntar ao grupo de algum projeto ou desenvolver o seu próprio.
>:Por preciosismo eu sugiro retirar o "desenvolver o seu próprio" e colocar "começar a desenvolver um novo de sua autoria" ou simplesmente "começar a desenvolver um novo", para auxiliar na quebra da ideia de donos de projeto, embora saiba que essa não foi tua intenção.
A dinâmica do CTA Jr. se dá da seguinte maneira: alguns projetos são escolhidos para inscrição em editais para que os alunos envolvidos recebam bolsas de Iniciação Científica Júnior (IC-Jr.); para cada um desses projetos, um aluno do ensino superior (geralmente já familiarizado com o CTA) trabalha auxiliando os alunos que o desenvolvem. Os alunos que não têm bolsa IC-Jr. podem participar tanto de um projeto escolhido quanto de outros projetos como voluntários ou como matriculados na disciplina eletiva CTA Jr. Os novos interessados, que se aproximam por curiosidade, são recebidos e apresentados ao espaço e às possibilidades de atividades pelos veteranos. Devido à proximidade do CAp ao Instituto de Física da UFRGS, alunos do CTA Jr. também frequentam o espaço físico do CTA, o que os fornece, além de acesso a um número maior de ferramentas, interação direta com o trabalho do CTA e seus integrantes.
Como há projetos de fato *desenvolvidos* — não apenas reproduzidos — pelo CTA Jr. (em alguns casos, diretamente em conjunto com o CTA), os alunos envolvidos nesses projetos aprendem na prática a lidar com e pensar sobre as questões em torno do conhecimento aberto, como documentação, uso de ferramentas abertas, tipos de licenças; tornando-os aptos não apenas ao uso de novas tecnologias, mas à exploração aprofundada do conhecimento humano e ao trabalho colaborativo. O fato de estar produzindo conhecimento novo também serve como estímulo ao aprendizado; e até mesmo a documentação de projetos, tarefa comumente considerada enfadonha, pode se tornar incentivadora quando alunos da educação básica percebem que seu trabalho está disponibilizado e será usado pela comunidade lado a lado ao trabalho desenvolvido na universidade.
Já há algum impacto gerado pela existência do CTA Jr. na comunidade do CAp, como pode ser evidenciado pelo projeto Sirene Escolar Baseada em Arduino [^sirene], uma sirene aberta que foi desenvolvida a pedido da direção da escola após a apresentação de defeito pela então utilizada. A aquisição de um novo *timer* teria um custo financeiro significativamente maior não fosse o desenvolvimento de tal pelo CTA Jr. À exceção da confecção da placa, feita pelo CTA com a Fresadora João-de-Barro [^FJDB] (um projeto do CTA), todo o desenvolvimento foi feito por alunos de ensino médio do CTA Jr.
>:Sugiro trocar "quebra" por "mau-funcionamento", "danificação" ou "apresentação de defeito", para uma melhor sonoridade. Já troquei ali no texto em forma de proposta
>: acho que não há necessidade de falar que a fresadora é "(um projeto do CTA)", pois isso será abordado no próximo capítulo e tem uma referência
É perceptível que um ambiente como o CTA Jr. não apenas possibilita o aprendizado *de fato* de conteúdos didáticos (pelo fato de esses alunos estarem aplicando na prática conceitos propostos para a sala de aula), mas gera cidadãos capazes de a) produzir tecnologia, ciência ou qualquer outra forma de conhecimento independentemente de vínculos a instituições; b) disponibilizar aquilo que produzem de maneira que possa ser entendido, reproduzido e adaptado pela comunidade; c) questionar as informações que chegam até si (e.g., dados disponibilizados por autoridades governantes) com competência para examiná-las; e, enfim, d) questionar a própria cultura e estruturas da sociedade em que vivem. Uma educação básica geradora de tal poderia ser chamada de *educação tecnológica emancipatória*; uma educação que gera, além de indivíduos dotados de informação, comunidades capacitadas a se apropriar da tecnologia e modificar a realidade em que estão inseridas.
>:Sugiro a complementação do "geradora de tal", para transparecer maior clareza.napoletani
*** Referências: ***
[^EMM-wiki] CENTRO DE TECNOLOGIA ACADÊMICA. Estações meteorológicas Modulares: monitoramento climático e ambiental. Disponível em: http://cta.if.ufrgs.br/projects/estacao-meteorologica-modular/wiki/Wiki. Acessado em 4 de Janeiro de 2016.
[^sirene] CENTRO DE TECNOLOGIA ACADÊMICA. Sirene Escolar Baseada em Arduino. Disponível em: http://cta.if.ufrgs.br/projects/sirene-escolar-baseado-em-arduino/wiki. Acessado em 6 de Janeiro de 2016.
[^FJDB] CENTRO DE TECNOLOGIA ACADÊMICA.Fresadora PCI João-de-barro. Disponível em: http://cta.if.ufrgs.br/projects/fresadora-pci-joao-de-barro/wiki/Wiki. Acessado em 4 de Janeiro de 2016.
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# O Centro de Tecnologia Acadêmica: princípios e perspectivas
Acreditando que a cultura de ampla colaboração e de continuidade do conhecimento faz-se necessária para suprir as necessidades atuais da humanidade sem prejudicar as gerações futuras, o Centro de Tecnologia Acadêmica do Instituto de Física da UFRGS (CTA IF/UFRGS) foi criado para adotar os princípios da cultura livre em suas atividades. Isto é feito utilizando e desenvolvendo conhecimento e tecnologias livres e abertas. São tecnologias livres e abertas aquelas cujos usuários têm as liberdades de uso, estudo, modificação e distribuição, garantindo autonomia no aprendizado, no uso, desenvolvimento e disseminação dessas tecnologias. Este artigo justifica a escolha das tecnologias livres e abertas apresentando como as possibilidades de criação, uso e disseminação do conhecimento geradas pela tecnologia digital, que embasam a cultura digital, estão sendo utilizadas e aprimoradas no CTA IF/UFRGS.
Acreditando que a cultura de ampla colaboração e de continuidade do conhecimento faz-se necessária para suprir as necessidades atuais da humanidade sem prejudicar as gerações futuras, o Centro de Tecnologia Acadêmica do Instituto de Física da UFRGS (CTA IF/UFRGS) foi criado para adotar os princípios da cultura livre em suas atividades. Isto é feito com a utilização e o desenvolvimento de conhecimento e tecnologias livres e abertas. São tecnologias livres e abertas aquelas cujos usuários têm as liberdades de uso, estudo, modificação e distribuição, que garantem autonomia no aprendizado, no uso, desenvolvimento e disseminação dessas tecnologias. Este artigo justifica a escolha das tecnologias livres e abertas apresentando como as possibilidades de criação, uso e disseminação do conhecimento geradas pela tecnologia digital, que embasam a cultura digital, estão sendo utilizadas e aprimoradas no CTA IF/UFRGS.
Iniciamos com uma breve reflexão sobre os impactos das tecnologias digitais na circulação da informação, do conhecimento e da cultura e apontamos os benefícios dos conceitos de liberdade e abertura do conhecimento aplicados à ciência, tecnologia e educação. Em seguida apresentamos hardware aberto e livre como o passo eminente na evolução do desenvolvimento colaborativo de tecnologias. Fazendo uma análise dos conceitos, apontamos para a infraestrutura e metodologias necessárias para viabilizar o desenvolvimento colaborativo de instrumentos científicos e educacionais abertos em escala até então vista apenas em projetos de intangíveis como a Wikipédia e o sistema operacional GNU/Linux.
Iniciamos com uma breve reflexão sobre os impactos das tecnologias digitais na circulação da informação, do conhecimento e da cultura e apontamos os benefícios dos conceitos de liberdade e abertura do conhecimento aplicados à ciência, tecnologia e educação. Em seguida apresentamos hardware aberto e livre (HAL) como o passo eminente na evolução do desenvolvimento colaborativo de tecnologias. Fazendo uma análise dos conceitos, apontamos para a infraestrutura e metodologias que julgamos necessárias para viabilizar o desenvolvimento colaborativo de instrumentos científicos e educacionais abertos em escala até então vista apenas em projetos de intangíveis como a Wikipédia e o sistema operacional GNU/Linux.
Descrevemos como estes conceitos são integrados como princípios no Centro de Tecnologia Acadêmica visando a atualização da academia nos modos de produção, gestão e disseminação do conhecimento e por fim apresentamos alguns exemplos de instrumentos abertos desenvolvidos no CTA, juntamente com com reflexões sobre o papel que os princípios adotados pelo Centro têm para a formação dos alunos e o impacto que seus projetos podem ter na sociedade pela integração natural com a pesquisa e extensão universitárias.
>: esta frase está comprida.
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