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Sáb Jan 9 00:17:40 BRST 2016

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## 6. Considerações Finais
A declaração de HAL idealiza que "_*hardware* de código aberto utiliza componentes e materiais facilmente acessíveis, processos padrões, infraestrutura aberta, conteúdo irrestrito, e ferramentas de desenho livres para maximizar a possibilidade dos indivíduos fazerem e utilizarem o *hardware*_". Porém a carência de infraestrutura aberta e ferramentas de desenho livres limitam as possibilidades de criação de *hardware* de acordo com os princípios de abertura. Esta é uma deficiência que reduz o alcance e o impacto de iniciativas que buscam popularizar a fabricação digital e que podem até prejudicam o entendimento do que efetivamente é HAL.
:> Itens que merecem estar destacados nas conclusões ou em outra parte do artigo
* Possibilidade de apropriação das metodologias e instrumentos aos quais os alunos são expostos;
* Vivência da ciência e tecnologia como algo em construção, fruto da intenção humana;
* Visão integrada da técnica com contexto científico, e sócio-político;
* Transparência na organização e critérios para tomadas de decisões;
* Participação dos alunos nas tomadas de decisões
* Papel ativo na organização de grupo, participação da gestão e dinâmica organizacional da equipe;
* Retorno imediato dos recursos públicos investidos, com grande potencial de disseminação dos resultados;
Um exemplo de popularização dos meios de fabricação digital e distribuída são os chamados FabLabs, laboratórios de fabricação, que contam com máquinas de fabricação digital tais como fresadoras de controle numérico computadorizado, impressoras 3D entre outras máquinas para execução de projetos. É uma iniciativa interessante que, por um lado, visa a aproximação entre instrumentos de prototipagem e produção e as pessoas interessadas, aumentando e difundindo a cultura da produção de *hardware* ou cultura Maker, por outro, conta com equipamentos de elevado custo financeiro, que também perpetua a necessidade de uso dos *softwares* proprietários que os acompanham, dificultando a criação *hardware* e sua documentação que esteja alinhado com a definição de HAL. Este modelo colabora (negativamente) para a carência de padrões de arquivos e programas livres para desenho e modificação de projetos uma vez que propagam e disseminam ferramentas proprietárias e infraestrutura fechada em meio à cultura Maker. Além disso, não é garantido que um projeto desenvolvido em um determinado *software*/*hardware* proprietário poderá ser adaptado ou construído em outro equivalente. É aqui que os pontos de infraestrutura aberta, padrões abertos e software livre, presentes nas definições do *hardware* aberto e livre, se fazem importantes, pois é com eles que qualquer projeto poderá, em princípio, ser portado sem maiores dificuldades. São os pontos que estimulam/viabilizam a criação de comunidades de usuários e desenvolvedores de HAL.
O Centro de Tecnologia Acadêmica do IF/UFRGS tem atuado no desenvolvimento da infraestrutura aberta que eventualmente viabilizará a construção de FabLabs realmente livres. Faz isso pela promoção do conceito da bancada dos hiperobjetos e o desenvolvimento de máquinas de fabricação digital que a compõe, a exemplo da Fresadora PCI João-de-barro.
### Considerações sobre Fablabs e as tecnologias livres
>: Ainda tá faltando algo. Não fui enfático quando as limitações do modelo tradicional...
Uma iniciativa interessante que tem se popularizado são os FabLabs[^fablab] (Laboratório de fabricação do inglês fabrication laboratory*) os quais visam aproximar instrumentos de prototipagem e produção das pessoas interessadas. Por um lado, esta iniciativa disponibiliza equipamentos de elevado custo financeiro aos interessados, por outro, perpetua a necessidade de compra destes equipamentos e os softwares que os acompanham. Qualquer iniciativa relacionada ao ensino e a propagação do conhecimento que parta desta premissa estará sempre presa a um número finito de empresas detentoras do software e do hardware necessário para a produção. Não é claro que um projeto desenvolvido em um determinado software/hardware proprietário será executado em outro equivalente. É aqui que os pontos presentes nas definições do hardware aberto e livre se fazem importantes pois qualquer projeto pode, em princípio, ser portado. Isto permite uma grande liberdade para que se ensine e propague conhecimento aberto e, também, estimula a criação de uma comunidade de usuários.
>: Trazendo de outra parte do texto.
>: Um grande passo na direção de popularização dos meios de fabricação distribuido está sendo feita pelo FabLabs, laboratórios de fabricação, que contam com máquinas de fabricação digital tais como Fresadoras de controle numérico computadorizado. Entretanto, o custo elevado das máquinas e a carência de padrões de arquivos e programas livres para desenho e modificação de projetos, a colaboração em larga escala ainda não é viável.
>:: tenho a impressão de que se os fablabs estão sendo feitos com máquinas e softwares proprietários, isto deveria ir numa discussão . será que está é a melhor seção para isto?
>:::Entendi que a ideia era levantar esse conceito dos Fablabs como ideia proeminente e a ideia do hardware aberto e da bancada dos hiperobjetos como um meio de viabilização disso. A melhor seção para isso eu não sei. Talvez após a parte dedicada à Bancada dos Hiperobjetos ou no final dela.
>:::: Pode ser um exemplo da importância da bancada de código aberto, inclusive citando que uma fab lab com equipamentos proprietários é muito mais cara.
>:::: Heitor está (vai) elaborando/ar um texto sobre os fablabs nas conclusões. Estou movendo estes comentários para lá.
Isto surge no ambiente universitário e também no ensino básico através do CTA Jr, onde são promovidas as ferramentas e práticas para potencializar a expansão do conhecimento acadêmico é realizada pela apropriação das ferramentas utilizadas por projetos colaborativos e distribuidos bem sucedidos. Utilizamos estas ferramentas para organizar a execução e para documentar projetos que façam uso
*** Agradecimentos ***
O Centro de Tecnologia Acadêmica é parcialmente financiado pelo CNPq.
*** Referências ***
***
__Referências:__
ABDO, A.H. Direções para uma acadêmia contemporânea e aberta. In: ALBAGLI, S.; MACIEL, M.L.; ABDO, A.H. (Org.). Ciência aberta, questões abertas. Brasília: Ibict; Rio de Janeiro: Unirio, 2015. doi.org/10.18225/978-85-7013-109-6
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BJÖRK, Bo-Christer. Two Scenarios for How Scholarly Publishers Could Change Their Business Model to Open Access.Disponível em:http://quod.lib.umich.edu/cgi/t/text/idx/j/jep/3336451.0012.102/--two-scenarios-for-how-scholarly-publishers-could-change?rgn=main;view=fulltext. Acesso em: 28 dez. 2015.
BRABHAM, Daren (2008). "Crowdsourcing as a Model for Problem Solving: An Introduction and Cases" (PDF),Convergence: The International Journal of Research into New Media Technologies 14 (1): 75–90,doi:10.1177/1354856507084420. Disponível em: <http://con.sagepub.com/content/14/1/75>. Acesso em: 03 nov. 2015.
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CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
......@@ -61,12 +41,12 @@ KOSCHATZKY, K. (2001) Networks in innovation researchand innovation policy – a
LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.
MCROBERTS, M.. Arduino Básico. Novatec, São Paulo, 2011.
PEARCE, J. M., Building research equipment with free, open-source hardware. Science, v. 337, n.6100, p. 1303–1304, 2012.
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PEARCE, J. M., Open Source Research in Sustainability, Sustainability the Journal of Record, 5(4), pp. 238-243, 2012. DOI:http://dx.doi.org/10.1089/sus.2012.9944
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PERENS, B.; Open Sources: Voices from the Open Source Revolution, O'Really, 1999. Disponível em http://www.oreilly.com/openbook/opensources/book/perens.html . Acesso em 26 de Dezembro de 2015.
PEZZI, R.P.. Ciência aberta: dos hipertextos aos hiperobjetos. In: ALBAGLI, S.; MACIEL, M.L.; ABDO, A.H. (Org.). Ciência aberta, questões abertas. Brasília: Ibict; Rio de Janeiro: Unirio, 2015. doi.org/10.18225/978-85-7013-109-6
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......@@ -9,12 +9,14 @@ O trabalho conjunto no desenvolvimento de um negócio catalisa a inovação e su
Fatores como o alto custo do desenvolvimento tecnológico e o aspecto volátil da sobrevivência de novos produtos no mercado incentivam a abertura de empreendimentos (CHESBROUGH, 2007). Isso ocorre em função de que nesse processo o fardo desses fatores é sustentado pelos diversos colaboradores do negócio. Isso significa que o empreendedorismo aberto também simplifica todo o processo de inovação. Além disso, firmas tendem a sofrer uma diminuição na sua habilidade de se relacionar externamente com outras organizações e também reduzem sua base de conhecimentos a longo prazo quando não cooperam nem trocam informações. Dessa forma, pode-se dizer que o crescimento de um empreendimento pode ser acentuado através de processos abertos de desenvolvimento (KOSCHATZKY, 2001).
O sucesso dos modelos de negócio abertos vem sendo notado em organizações de diversos portes no mundo. Empresas relativamente recentes, tais como Adafruit[^AF] e SparkFun[^SF], têm mantido uma plena expansão por meio de negócios colaborativos utilizando hardware aberto. Também há empresas transnacionais que têm aberto de forma gradativa seus projetos, tais como P&G e IBM, e obtido resultados positivos, apesar da mudança brusca do status quo. No Brasil, o avanço ainda é mais tímido, porém algumas iniciativas similares às já citadas obtêm êxito considerável em suas práticas. Um exemplo a ser destacado (de iniciativas em empreendedorismo aberto) é a da Incubadora Virtual da Universidade de São Paulo, que inspira-se nos projetos Wikipedia e SourceForge, que cria um espaço para inovação de forma colaborativa na parte de conteúdos virtuais (SIMON, 2004). Ela busca abrangir tanto as esferas sociais quanto tecnológicas e acadêmicas.
O sucesso dos modelos de negócio abertos vem sendo notado em organizações de diversos portes no mundo. Empresas relativamente recentes, tais como Adafruit [^AF] e SparkFun [^SF], têm mantido uma plena expansão por meio de negócios colaborativos utilizando *hardware* aberto. Também há empresas transnacionais que têm aberto de forma gradativa seus projetos, tais como P&G e IBM, e obtido resultados positivos, apesar da mudança brusca do *status quo*. No Brasil, o avanço ainda é mais tímido, porém algumas iniciativas similares às já citadas obtêm êxito considerável em suas práticas. Um exemplo a ser destacado (de iniciativas em empreendedorismo aberto) é a da Incubadora Virtual da Universidade de São Paulo, que inspira-se nos projetos Wikipedia e SourceForge, que cria um espaço para inovação de forma colaborativa na parte de conteúdos virtuais (SIMON, 2004). Ela busca abrangir tanto as esferas sociais quanto tecnológicas e acadêmicas.
Um desafio a ser superado reside em desconstruir a ideia de que a abertura de um empreendimento o faz perder o propósito de lucrar. Não há correlação direta entre estes fatores, tendo em vista os casos de prosperidade mencionados anteriormente, o que remete também à distinção de abertura e liberdade para gratuidade. A verdadeira mudança se apresenta na forma de organização do desenvolvimento do produto e não na sua rentabilidade. Também é preciso reformular o uso de licenças no desenvolvimento de produtos, utilizando licenças permissivas, de forma a não fechar o produto, incentivando que quem busque o produto com interesses de utilizá-lo para comercialização de alguma forma mantenha-o aberto e colabore para sua melhoria e diversificação.
Um desafio a ser superado reside em desconstruir a ideia de que a abertura de um empreendimento o faz perder o propósito de lucrar. Não há correlação direta entre estes fatores, tendo em vista os casos de prosperidade mencionados anteriormente, o que remete também à distinção de abertura e liberdade para gratuidade. A verdadeira mudança se apresenta na forma de organização do desenvolvimento do produto e não na sua rentabilidade. Também é preciso reformular o uso de licenças no desenvolvimento de produtos, utilizando licenças permissivas, de forma a não fechar o produto, incentivando que, quem busque o produto com interesses de utilizá-lo para comercialização, de alguma forma mantenha-o aberto e colabore para sua melhoria e diversificação.
O Centro de Tecnologia Acadêmica disponibiliza suas tecnologias e ferramentas para o empreendedorismo aberto, procurando recentemente aprofundar o conhecimento do desenvolvimento de economias colaborativas e sua inserção em suas redondezas. Nesse âmbito, ele também empreende no ramo da ciência aberta em seus projetos, abrindo caminho para qualquer um que procure colaborar. Assim, o Centro atende a mais um propósito da cultura livre, que é de gerar desenvolvimento local através do conhecimento aberto e das tecnologias livres.
__Notas:__
[^OB]: *Open business*. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Open_business. Acessado em 8 de Janeiro de 2016.
[^AF]: *Adafruit Industries*. Disponível em: https://www.adafruit.com/about. Acessado em 8 de Janeiro de 2016.
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......@@ -18,31 +18,31 @@ A comunicação e a memória dos grupos e comunidades que se organizam em projet
Naturalmente, um grupo que se propõe a fomentar se adequar aos novos paradigmas culturais alinhados com os conceitos de abertura mencionados, acaba se diferenciando também em outros aspectos de sua estrutura organizacional. Citamos a seguir algumas das ferramentas e práticas utilizadas usualmente no CTA.
* *Website* para gestão e documentação de projetos
__*Website* para gestão e documentação de projetos__
O *site* do CTA [^SiteCTA] conta atualmente com uma instância de um sistema de gestão de projetos chamado ChiliProject [^chiliproject], inspirado no Repositório de *Hardware* Aberto do CERN [^OHWR]. A partir da página inicial do *site*, o visitante tem acesso à diversas plataformas de registros utilizadas pelo grupo, sendo também convidado para participar delas. Pode ser encontrada a lista de fóruns, Wiki de suporte e lista de projetos destacados. Temos buscado a apresentação de uma página inicial clara, interessante e simples. Apesar dos grandes avanços no último ano, manter a organização de modo a destacar o conteúdo de acordo com a sua relevância tem se mostrado um desafio.
O *site* é organizado sob projetos, cada um conténdo uma Wiki, sistema de tarefas, fórum, repositório de arquivos, entre outras funcionalidades que facilitam a organização de equipes de desenvolvimento bem como a estruturação de um espaço para comunicação entre todos os interessados no projeto. As funcionalidades podem ser atividadas e desativadas pelo mantenedor do projeto.
* Fóruns
**Fóruns**
Cada projeto pode contar com fóruns para discussão *online*. Na utilização dos fóruns para os nossos projetos procuramos integrar tanto os desenvolvedores dos projetos quanto a comunidade externa que não está necessariamente vinculada à universidade. Como os projetos têm conceitos frequentemente interligados, procuramos discutir os assuntos comuns no fórum do suporte, onde temos discussão sobre as ferramentas utilizadas (como tutoriais, perguntas e dicas), discussão sobre as práticas do CTA, instruções e dicas sobre como colaborar com o Centro. O fórum de encontros periódicos é o fórum tipicamente mais ativo do site.
* Dinâmica de reuniões
**Dinâmica de reuniões**
>Realizamos encontros semanais, em formato presencial, com a finalidade de colocar em contato os colaboradores do CTA e outras pessoas interessadas no nosso trabalho, integrando as pessoas, os projetos e as ideias que permeiam o Centro. Cada encontro é iniciado com uma apresentação de cunho variado. Podem ser expostos desenvolvimentos de trabalho dos membros da equipe como também ocorrem discussões organizacionais ou dos fundamentos e diretrizes de trabalho, palestras diversas, estudos de casos onde conhecemos trabalhos desenvolvidos externamente. As apresentações são tipicamente proferidas pelos participantes do CTA, porém, acontece frequentemente de convidados especiais ou vistantes dirigirem a apresentação semanal.
Realizamos encontros semanais, em formato presencial, com a finalidade de colocar em contato os colaboradores do CTA e outras pessoas interessadas no nosso trabalho, integrando as pessoas, os projetos e as ideias que permeiam o Centro. Cada encontro é iniciado com uma apresentação de cunho variado. Podem ser expostos desenvolvimentos de trabalho dos membros da equipe como também ocorrem discussões organizacionais ou dos fundamentos e diretrizes de trabalho, palestras diversas, estudos de casos onde conhecemos trabalhos desenvolvidos externamente. As apresentações são tipicamente proferidas pelos participantes do CTA, porém, acontece frequentemente de convidados especiais ou vistantes dirigirem a apresentação semanal.
Cada reunião é gerida por um gestor encarregado de redigir e organizar a pauta, coordenar a reunião e elaborar o relato e encaminhamentos do encontro. Cada reunião tem sua pauta e seus encaminhamentos expostos no fórum de suporte, nos "Encontros Periódicos" [^encontros_CTA]. Nessa dinâmica de reunião, observamos como alguns pontos positivos os fatos de que os papéis de gestor e apresentador são rotativos, de modo que todos os participantes do CTA têm a oportunidade de assumir estes papéis num período de algumas semanas. Esta é uma forma garantir que todos adquiram experiência nestes papéis e é sendo também de a forma de distribuir a carga e tipo de trabalho entre os participantes. Assim, os assuntos expostos nas apresentações permanecem atualizados, de forma que os apresentadores adquirem maturidade na apresentação de seus temas e recebem sugestões para encaminhamentos futuros. Os encontros são abertos para a participação de todos os interessados e almejamos, no futuro, proporcionar a participação *online* das reuniões a fim de tornar a reunião semanal mais inclusiva.
* Lista de *e-mails*
__Lista de *e-mails*__
Complementamos a comunicação *online* utilizando listas de *e-mails*. Alguns projetos possuem lista de *emails*, além das listas de projetos, possuímos uma lista geral e uma lista para assuntos internos. Para os interessados no CTA, a lista mais recomendada é a lista geral do CTA. Nesta lista costuma-se informar sobre eventos, sobre as reuniões e tópicos relevantes. A lista de assuntos internos é uma lista em que se discutem certas trivialidades cotidianas e tarefas em andamento.
* GitLab como gestor de repositórios git
**GitLab como gestor de repositórios git**
O git é um dos mais importantes e poderosos sistemas de controle de versão distribuida. Foi originalmente concebido para controle de versão de grandes projetos de *software* colaborativos, mas também pode ser utilizado para qualquer tipo de projeto. O servidor do CTA abriga uma Instância do GitLab, um gerenciador de repositórios git que permite aos desenvolvedores armazenarem seus projetos e controlarem as suas versões [^git_CTA].
* Oficinas
**Oficinas**
O CTA realiza oficinas de introdução às ferramentas livres utilizadas para o desenvolvimento de seus projetos assim como oficinas específicas dos projetos. Possuímos uma página chamada "Portfólio de Oficinas" na qual listamos e registramos materiais e referências de algumas das oficinas ministradas de forma que podemos facilmente reproduzí-las e ministrá-las novamente [^portfolio]. Existe um especial cuidado para que o material disponibilizado tenha licenças permissivas e confecionado integralmente em *software* livre, permitindo a sua derivação. As oficinas são elementos catalisadores no compartilhamento do conhecimento produzido no CTA para a comunidade em geral, abrindo canais para a formação de uma comunidade consciente dos projetos desenvolvidos pelo Centro e engajada neles.
......@@ -54,10 +54,12 @@ Esta bancada é composta por i) um conjunto de máquinas de fabricação digital
Uma bancada de hiperobjetos sendo desenvolvida como um hiperobjeto é o caminho para que boas práticas de desenvolvimento colaborativo se fixem na comunidade e, com isto, que padrões e parâmetros para o desenvolvimento de HAL sejam estabelecidos. Atualmente, este passo apresenta dificulades severas devido ao fato de não existirem *softwares* livres para CAD (*computer aided design*) com funcionalidades equivalentes às dos software proprietários. Este passo obstrui a criação de hiperobjetos mais complexos, ou seja, para que os conceitos de liberdade necessários na elaboração de hiperobjetos sejam atingidos, o desenvolvimento de CADs livres de alto nível é essencial.
Recentemente, o projeto KiCad [^KiCAD] realizou um grande avanço nas possibilidades relacionadas ao desenvolvimento de circuitos eletrônicos ao disponibilizar um um *software* livre de alto nível e desempenho comparável às alternativas proprietárias. Com isto, projetos de circuitos eletrônicos, efetivamente viabilizando a comunicação livre de, e entre, projetos de circuitos eletrônicos. Ansiamos por outros programas CAD livres capazes atuar em outras áreas de engenharia como desenhos mecânicos.
Recentemente, o projeto KiCad [^KiCAD] realizou um grande avanço nas possibilidades relacionadas ao desenvolvimento de circuitos eletrônicos ao disponibilizar um um *software* livre de alto nível e desempenho comparável às alternativas proprietárias. Com isto, efetivamente viabilizando a comunicação livre de, e entre, projetos de circuitos eletrônicos. Ansiamos por outros programas CAD livres capazes atuar em outras áreas de engenharia como desenhos mecânicos.
Na seção 4 descrevemos a primeira máquina elaborada no Centro de Tecnologia Acadêmica para integrar a bancada, a Fresadora PCI João-de-Barro.
__Notas:__
[^SiteCTA]: Centro de Tecnologia Acadêmica. Disponível em http://cta.if.ufrgs.br/. Acessado em 08 de Janeiro de 2016.
[^chiliproject]: Página do sistema ChiliProject. Disponível em https://www.chiliproject.org/. Acessado em 08 de Janeiro de 2016.
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# O Centro de Tecnologia Acadêmica: princípios e perspectivas
Acreditando que a cultura de ampla colaboração e de continuidade do conhecimento faz-se necessária para suprir as necessidades atuais da humanidade sem prejudicar as gerações futuras, o Centro de Tecnologia Acadêmica do Instituto de Física da UFRGS (CTA IF/UFRGS) foi criado para adotar os princípios da cultura livre em suas atividades. Isto é feito com a utilização e o desenvolvimento de conhecimento e tecnologias livres e abertas. São tecnologias livres e abertas aquelas cujos usuários têm as liberdades de uso, estudo, modificação e distribuição, que garantem autonomia no aprendizado, no uso, desenvolvimento e disseminação dessas tecnologias. Este artigo justifica a escolha das tecnologias livres e abertas e das práticas relacionadas, apresentando como as possibilidades de criação, uso e disseminação do conhecimento geradas pela tecnologia digital, que embasam a cultura digital, estão sendo utilizadas e aprimoradas no CTA IF/UFRGS.
Acreditamos que, a fim de suprir as necessidades atuais da humanidade sem prejudicar as gerações futuras, é preciso que se desenvolva uma cultura de ampla colaboração e de continuidade do conhecimento. Por isso, o Centro de Tecnologia Acadêmica do Instituto de Física da UFRGS (CTA IF/UFRGS) foi criado com base nos princípios da cultura livre, utilizando e desenvolvendo conhecimento e tecnologias livres e abertas. Estas são tecnologias onde os usuários possuem as liberdades de seu uso, estudo, modificação e distribuição, garantindo autonomia no aprendizado, no uso, no desenvolvimento e na disseminação dessas tecnologias. Este artigo justifica a escolha das tecnologias livres e abertas e das práticas relacionadas, apresentando como as possibilidades de criação, uso e disseminação do conhecimento geradas pela tecnologia digital, que embasam a cultura digital, estão sendo utilizadas e aprimoradas no CTA IF/UFRGS.
Iniciamos com uma breve reflexão sobre os impactos das tecnologias digitais na circulação da informação, do conhecimento e da cultura e apontamos os benefícios dos conceitos de liberdade e abertura do conhecimento aplicados à ciência, tecnologia e educação. Em seguida apresentamos o *hardware* aberto e livre (HAL) como o passo eminente na evolução do desenvolvimento colaborativo de tecnologias. Fazendo uma análise dos conceitos, apontamos para a infraestrutura e metodologias que consideramos necessárias para viabilizar o desenvolvimento colaborativo de instrumentos científicos e educacionais abertos em escala até então vista apenas em projetos de bens imateriais como a Wikipédia e o sistema operacional GNU/Linux.
Iniciamos com uma breve reflexão sobre os impactos das tecnologias digitais na circulação da informação, do conhecimento e da cultura e apontamos os benefícios dos conceitos de liberdade e abertura do conhecimento aplicados à ciência, tecnologia e educação. Em seguida apresentamos o *hardware* aberto e livre (HAL) como o passo eminente na evolução do desenvolvimento colaborativo de tecnologias. Fazendo uma análise dos conceitos, apontamos para a infraestrutura e metodologias que consideramos necessárias para viabilizar o desenvolvimento colaborativo de instrumentos científicos e educacionais abertos em escala até então vista apenas em projetos de bens imateriais como a Wikipédia e o sistema operacional GNU/Linux.
Descrevemos como estes conceitos são integrados como princípios no Centro de Tecnologia Acadêmica visando a atualização da academia nos modos de produção, gestão e disseminação do conhecimento. Por fim, apresentamos alguns exemplos de instrumentos abertos desenvolvidos no CTA, juntamente com reflexões sobre o papel que os princípios adotados pelo Centro têm para a formação dos alunos e o impacto que seus projetos podem ter na sociedade pela integração natural com a pesquisa e extensão universitárias.
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