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## 5. Considerações Finais
## 6. Considerações Finais
:> Itens que merecem estar destacados nas conclusões ou em outra parte do artigo
......@@ -48,7 +48,8 @@ CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
BENKLER, Yochai. The wealth of networks. How social production transforms markets and freedom. New Haven and Londres: Yale University Press, 2006. Disponível em: http://cyber.law.harvard.edu/wealth_of_networks/Download_PDFs_of_the_book. Acesso em 8 de Janeiro de 2016.
SANTANA, B.; ROSSINI, C.; PRETTO, N. (orgs); Recursos Educacionais Abertos: Práticas Colaborativas e Políticas Públicas, Salvador: Edufba; São Paulo: Casa da Cultura Digital (2012).
SANTANA, B.; ROSSINI, C.; PRETTO, N.D.L.. Recursos Educacionais Abertos: Práticas Colaborativas e Políticas Públicas. EDUFBA e Casa de Cultura Digital, Salvador e São Paulo, 2012. Disponível em: http://www.livrorea.net.br/ .
ALBAGLI, S.. Ciência aberta em questão. In: ALBAGLI, S.; MACIEL, M.L.; ABDO, A.H. (Org.). Ciência aberta, questões abertas. Brasília: Ibict; Rio de Janeiro: Unirio, 2015. doi.org/10.18225/978-85-7013-109-6
......@@ -63,3 +64,22 @@ PERENS, B.; Open Sources: Voices from the Open Source Revolution, O'Really, 1999
PEARCE, J. M., "Building Research Equipment with Free, Open-Source Hardware.” Science 337(6100):1303–1304 (2012)
SOARES, M.D.; SANTOS, R.D.C. Ciência Hoje, 47, 38, 2011.
SILVA, R.B., et al. Estações meteorológicas de código aberto: Um projeto de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Rev. Bras. Ensino Fís. online. 2015, vol.37, n.1 São Paulo: Epub Mar 30, 2015. ISSN 1806-9126. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S1806-11173711685. Acessado em 4 de Janeiro de 2016.
MCROBERTS, M.. Arduino Básico. Novatec, São Paulo, 2011.
CHESBROUGH, Henry. Why Companies Should Have Open Business Models. Disponível em:http://sloanreview.mit.edu/article/why-companies-should-have-open-business-models/. Acesso em: 26 dez. 2015.
KOSCHATZKY, K. (2001) Networks in innovation researchand innovation policy – an introduction. In:Koschatzky, K., Kulicke, M. and Zenker, A. (eds),Innovation Networks:Concepts and Challenges in the European Perspective. Heidelberg: Physica Verlag.
ENKEL,Ellen. Open R&D and Open Innovation:exploring the phenomenon. Disponível em: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1467-9310.2009.00570.x/pdf. Acesso em: 27 dez. 2015.
FERREIRA, Edy.How Companies Make Money Through Involvement in Open Source Hardware Projects. Disponível em: http://timreview.ca/node/228. Acesso em: 30 dez. 2015.
SIMON, Imre. A incubadora virtual da FAPESP. Apresentação. São Paulo: FAPESP, 2004. Disponível em: http://www.ime.usp.br/~is/aula/incubadora-2004/incubadora-2004.pdf. Acesso em: 3 dez. 2014.
BJÖRK, Bo-Christer. Two Scenarios for How Scholarly Publishers Could Change Their Business Model to Open Access.Disponível em:http://quod.lib.umich.edu/cgi/t/text/idx/j/jep/3336451.0012.102/--two-scenarios-for-how-scholarly-publishers-could-change?rgn=main;view=fulltext. Acesso em: 28 dez. 2015.
## 5 Empreendedorismo aberto
A disseminação das tecnologias livres no mundo instigou, de forma conjunta e causal - simultaneamente -, a formação de modelos de negócios abertos. Estes modelos se caracterizam basicamente por[^OB]:
* Participação no empreendimento aberta a todos interessados (internos ou externos à empresa);
* Colaboração ativa na parte de divulgação e compartilhamento de conhecimento dentro do negócio;
* Valorização do envolvido no negócio de forma correspondente com a sua colaboração.
O trabalho conjunto no desenvolvimento de um negócio catalisa a inovação e sua produtividade. Negócios abertos causam maior efetividade na criação e na agregação de valor em uma organização(CHESBROUGH, 2007). Também é visto que uma estrutura colaborativa num ambiente de negócios proporciona maior proveito dos investimentos tanto em tempo quanto em dinheiro. Abrir setores de desenvolvimento de produtos para cooperação facilita a ramificação e o espalhamento de ideias permitindo que, por exemplo, patentes que não tiveram utilidade para a empresa que a criou sirvam e gerem valor sob uso de colaboradores externos.
Fatores como o alto custo do desenvolvimento tecnológico e o aspecto volátil da sobrevivência de novos produtos no mercado incentivam a abertura de empreendimentos. Isso ocorre em função de que nesse processo o fardo desses fatores é sustentado pelos diversos colaboradores do negócio(CHESBROUGH, 2007). Isso significa que o empreendedorismo aberto também simplifica todo o processo de inovação. Além disso, firmas tendem a sofrer uma diminuição na sua habilidade de se relacionar externamente com outras organizações e também reduzem sua base de conhecimentos a longo prazo quando não cooperam nem trocam informações. Dessa forma, pode-se dizer que o crescimento de um empreendimento pode ser acentuado através de processos abertos de desenvolvimento (KOSCHATZKY, 2001).
O sucesso dos modelos de negócio abertos vem sendo notado em organizações de diversos portes no mundo. Empresas relativamente recentes, tais como Adafruit e SparkFun, têm mantido uma plena expansão por meio de negócios colaborativos utilizando hardware aberto. Também há empresas transnacionais que têm aberto de forma gradativa seus projetos, tais como P&G e IBM, e obtido resultados positivos, apesar da mudança brusca do status quo. No Brasil, o avanço ainda é mais tímido, porém algumas iniciativas similares às já citadas obtêm êxito considerável em suas práticas. Um exemplo a ser destacado (de iniciativas em empreendedorismo aberto) é a da Incubadora Virtual da Universidade de São Paulo, que inspira-se nos projetos Wikipedia e SourceForge, que cria um espaço para inovação de forma colaborativa na parte de conteúdos virtuais(SIMON, 2004). Ela busca abrangir tanto as esferas sociais quanto tecnológicas e acadêmicas.
Um desafio a ser superado reside em desconstruir a ideia de que a abertura de um empreendimento o faz perder o propósito de lucrar. Não há correlação direta entre estes fatores, tendo em vista os casos de prosperidade mencionados anteriormente, o que remete também à distinção de abertura e liberdade para gratuidade. A verdadeira mudança se apresenta na forma de organização do desenvolvimento do produto e não na sua rentabilidade. Também é preciso reformular o uso de licenças no desenvolvimento de produtos, utilizando licensas permissivas, de forma a não fechar o produto, incentivando que quem busque o produto com interesses de utilizá-lo para comercialização de alguma forma mantenha-o aberto e colabore para sua melhoria e diversificação.
O Centro de Tecnologia Acadêmica disponibiliza suas tecnologias e ferramentas para o empreendedorismo aberto, procurando recentemente aprofundar o conhecimento do desenvolvimento de economias colaborativas e sua inserção em suas redondezas. Nesse âmbito, ele também empreende no ramo da ciência aberta em seus projetos, abrindo caminho para qualquer um que procure colaborar. Assim, o Centro atende a mais um propósito da cultura livre, que é de gerar desenvolvimento local através do conhecimento aberto e das tecnologias livres.
[^OB]: *Open business*. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Open_business. Acessado em 8 de Janeiro de 2016.
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# O Centro de Tecnologia Acadêmica: princípios e perspectivas
Acreditando que a cultura de ampla colaboração e de continuidade do conhecimento faz-se necessária para suprir as necessidades atuais da humanidade sem prejudicar as gerações futuras, o Centro de Tecnologia Acadêmica do Instituto de Física da UFRGS (CTA IF/UFRGS) foi criado para adotar os princípios da cultura livre em suas atividades. Isto é feito com a utilização e o desenvolvimento de conhecimento e tecnologias livres e abertas. São tecnologias livres e abertas aquelas cujos usuários têm as liberdades de uso, estudo, modificação e distribuição, que garantem autonomia no aprendizado, no uso, desenvolvimento e disseminação dessas tecnologias. Este artigo justifica a escolha das tecnologias livres e abertas
>: e das práticas relacionadas, apresentando como as possibilidades de criação, uso e disseminação do conhecimento geradas pela tecnologia digital, que embasam a cultura digital, estão sendo utilizadas e aprimoradas no CTA IF/UFRGS.
Acreditando que a cultura de ampla colaboração e de continuidade do conhecimento faz-se necessária para suprir as necessidades atuais da humanidade sem prejudicar as gerações futuras, o Centro de Tecnologia Acadêmica do Instituto de Física da UFRGS (CTA IF/UFRGS) foi criado para adotar os princípios da cultura livre em suas atividades. Isto é feito com a utilização e o desenvolvimento de conhecimento e tecnologias livres e abertas. São tecnologias livres e abertas aquelas cujos usuários têm as liberdades de uso, estudo, modificação e distribuição, que garantem autonomia no aprendizado, no uso, desenvolvimento e disseminação dessas tecnologias. Este artigo justifica a escolha das tecnologias livres e abertas e das práticas relacionadas, apresentando como as possibilidades de criação, uso e disseminação do conhecimento geradas pela tecnologia digital, que embasam a cultura digital, estão sendo utilizadas e aprimoradas no CTA IF/UFRGS.
Iniciamos com uma breve reflexão sobre os impactos das tecnologias digitais na circulação da informação, do conhecimento e da cultura e apontamos os benefícios dos conceitos de liberdade e abertura do conhecimento aplicados à ciência, tecnologia e educação. Em seguida apresentamos hardware aberto e livre (HAL) como o passo eminente na evolução do desenvolvimento colaborativo de tecnologias. Fazendo uma análise dos conceitos, apontamos para a infraestrutura e metodologias que consideramos necessárias para viabilizar o desenvolvimento colaborativo de instrumentos científicos e educacionais abertos em escala até então vista apenas em projetos de intangíveis como a Wikipédia e o sistema operacional GNU/Linux.
>: trocaria o "intangíveis" por "de escala glolbal"
Iniciamos com uma breve reflexão sobre os impactos das tecnologias digitais na circulação da informação, do conhecimento e da cultura e apontamos os benefícios dos conceitos de liberdade e abertura do conhecimento aplicados à ciência, tecnologia e educação. Em seguida apresentamos hardware aberto e livre (HAL) como o passo eminente na evolução do desenvolvimento colaborativo de tecnologias. Fazendo uma análise dos conceitos, apontamos para a infraestrutura e metodologias que consideramos necessárias para viabilizar o desenvolvimento colaborativo de instrumentos científicos e educacionais abertos em escala até então vista apenas em projetos de bens imateriais como a Wikipédia e o sistema operacional GNU/Linux.
Descrevemos como estes conceitos são integrados como princípios no Centro de Tecnologia Acadêmica visando a atualização da academia nos modos de produção, gestão e disseminação do conhecimento. Por fim, apresentamos alguns exemplos de instrumentos abertos desenvolvidos no CTA, juntamente com reflexões sobre o papel que os princípios adotados pelo Centro têm para a formação dos alunos e o impacto que seus projetos podem ter na sociedade pela integração natural com a pesquisa e extensão universitárias.
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