Commit 8aa96166 authored by Rafael Peretti Pezzi's avatar Rafael Peretti Pezzi

Dom Jan 10 13:40:30 BRST 2016

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......@@ -10,7 +10,7 @@ A dinâmica do CTA Jr. se dá da seguinte maneira: alguns projetos são escolhid
Como há projetos de fato **desenvolvidos** — não apenas reproduzidos — pelo CTA Jr. (em alguns casos, diretamente em conjunto com o CTA), os alunos envolvidos nesses projetos aprendem na prática a lidar com e pensar sobre as questões em torno do conhecimento aberto, como documentação, uso de ferramentas abertas, tipos de licenças; tornando-os aptos não apenas ao uso de novas tecnologias, mas à apropriação efetiva destas tecnologias e capacitação ao trabalho colaborativo. O fato de estar produzindo conhecimento novo também serve como estímulo ao aprendizado; e até mesmo a documentação de projetos, tarefa comumente considerada enfadonha, pode se tornar incentivadora quando alunos da educação básica percebem que seu trabalho está disponibilizado e será usado pela comunidade lado a lado ao trabalho desenvolvido na universidade.
A criação de modelos computacionais em física utilizando a linguagem de programação Python/ Vpython [^modelagem] e o desenvolvimento de um braço mecânico simples (BRAMESIM) [^bramesim] e a sirene escolar concebida a pedido da direção da escola [^sirene] são exemplos de projetos inteiramente desenvolvidos no CTA Jr.
A criação de modelos computacionais em física utilizando a linguagem de programação Python/ Vpython [^modelagem], o desenvolvimento de um braço mecânico simples (BRAMESIM) [^bramesim] e a sirene escolar concebida a pedido da direção da escola [^sirene] são exemplos de projetos inteiramente desenvolvidos no CTA Jr.
O projeto de criação de modelos computacionais de física utilizando o Python/Vpython tem como objetivo favorecer a aquisição de competências e concepções associadas à modelagem computacional de sistemas, processos e fenômenos da natureza por parte dos estudantes do Ensino Médio do CAp. Assim, a estratégia didática da modelagem científica, considerada como uma atividade de exploração, criação e validação de modelos cuja finalidade é compreender a realidade, permite aos estudantes do CAp vivenciar em primeira pessoa a atividade científica de construção de seus próprios modelos computacionais, criando um ambiente em que é possível estabelecer uma conexão entre o mundo abstrato e o mundo concreto, ajudando-o a dar significado ao que é estudado, por meio da conceitualização, da experimentação e, mais recentemente, da simulação. Para Pierre Lévy (LÉVY, 1993), “o conhecimento por simulação é sem dúvida um dos novos gêneros de saber que a ecologia cognitiva informatizada transporta”. Nesse contexto, o computador torna-se uma ferramenta indispensável no processo de alfabetização científica e na criação de modelos, pois permite a construção, a experimentação e a reflexão sobre o que é criado de modo interativo, colaborativo e dinâmico. Segundo Lévy (LÉVY, 1993), “um modelo digital, não é lido ou interpretado como um texto clássico, ele é geralmente explorado de forma interativa”. Desse modo, os modelos são corrigidos e aperfeiçoados através de constantes simulações.
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A declaração de HAL idealiza que "_*hardware* de código aberto utiliza componentes e materiais facilmente acessíveis, processos padrões, infraestrutura aberta, conteúdo irrestrito, e ferramentas de desenho livres para maximizar a possibilidade dos indivíduos fazerem e utilizarem o *hardware*_". Porém a carência de infraestrutura aberta e ferramentas de desenho livres limitam as possibilidades de criação de *hardware* de acordo com os princípios de abertura e liberdade. Esta é uma deficiência que reduz o alcance e o impacto de iniciativas que buscam popularizar a fabricação digital e que podem até prejudicam o entendimento do que efetivamente é HAL.
Um exemplo de popularização dos meios de fabricação digital e distribuída são os chamados FabLabs, laboratórios de fabricação, que contam com máquinas de fabricação digital tais como fresadoras de controle numérico computadorizado, impressoras 3D entre outras máquinas para execução de projetos. É uma iniciativa interessante que, por um lado, visa a aproximação entre instrumentos de prototipagem e produção e as pessoas interessadas, aumentando e difundindo a cultura da produção de *hardware* ou cultura maker, por outro, conta com equipamentos de elevado custo financeiro, que também perpetua a necessidade de uso dos *softwares* proprietários que os acompanham, dificultando a criação *hardware* e sua documentação que esteja alinhado com a definição de HAL. Este modelo colabora (negativamente) para a carência de padrões de arquivos e programas livres para desenho e modificação de projetos uma vez que propagam e disseminam ferramentas proprietárias e infraestrutura fechada em meio à cultura maker. Além disso, não é garantido que um projeto desenvolvido em um determinado *software*/*hardware* proprietário poderá ser adaptado ou construído em outro equivalente. É aqui que os pontos de infraestrutura aberta, padrões abertos e *software* livre, presentes nas definições do *hardware* aberto e livre, se fazem importantes, pois é com eles que qualquer projeto poderá, em princípio, ser replicado sem maiores dificuldades. São os pontos que estimulam/viabilizam a criação de comunidades de usuários e desenvolvedores de HAL.
Um exemplo de popularização dos meios de fabricação digital e distribuída são os chamados FabLabs, laboratórios de fabricação, que contam com máquinas de fabricação digital tais como fresadoras de controle numérico computadorizado, impressoras 3D entre outras máquinas para execução de projetos. É uma iniciativa interessante que, por um lado, visa a aproximação entre instrumentos de prototipagem e produção e as pessoas interessadas, aumentando e difundindo a cultura da produção de *hardware* ou cultura *maker*, por outro, conta com equipamentos de elevado custo financeiro, que também perpetua a necessidade de uso dos *softwares* proprietários que os acompanham, dificultando a criação *hardware* e sua documentação que esteja alinhado com a definição de HAL. Este modelo colabora (negativamente) para a carência de padrões de arquivos e programas livres para desenho e modificação de projetos uma vez que propagam e disseminam ferramentas proprietárias e infraestrutura fechada em meio à cultura *maker*. Além disso, não é garantido que um projeto desenvolvido em um determinado *software*/*hardware* proprietário poderá ser adaptado ou construído em outro equivalente. É aqui que os pontos de infraestrutura aberta, padrões abertos e *software* livre, presentes nas definições do *hardware* aberto e livre, se fazem importantes, pois é com eles que qualquer projeto poderá, em princípio, ser replicado sem maiores dificuldades. São os pontos que estimulam/viabilizam a criação de comunidades de usuários e desenvolvedores de HAL.
O Centro de Tecnologia Acadêmica do IF/UFRGS tem atuado no desenvolvimento da infraestrutura aberta que eventualmente viabilizará a construção de FabLabs realmente livres. Faz isso pela promoção do conceito da bancada dos hiperobjetos e o desenvolvimento de máquinas de fabricação digital que a compõe, a exemplo da Fresadora PCI João-de-barro.
O CTA se alia ao Colégio de Aplicação da UFRGS para atuar além do ambiente universitário, alcançando também o ensino básico através do CTA Jr, onde também são aplicados os conceitos de liberdade e abertura do conhecimento e são promovidas as ferramentas e práticas para potencializar a expansão do conhecimento acadêmico. Para atingir os objetivos de organização e documentação de projetos, os participantes do CTA se empoderaram das ferramentas utilizadas por projetos colaborativos e distribuidos bem sucedidos. Destacamos projetos de infraestrutura, como a Fresadora PCI João-de-Barro, projetos de ensino de engenharia, programação e aquisição de dados através dos Shields Amplificador de Instrumentação e Arduino básico e projetos de ciência cidadã através do projeto das Estações Meteorológicas Modulares.
O CTA se alia ao Colégio de Aplicação da UFRGS para atuar além do ambiente universitário, alcançando também o ensino básico através do CTA Jr, onde também são aplicados os conceitos de liberdade e abertura do conhecimento e são promovidas as ferramentas e práticas para potencializar a expansão do conhecimento acadêmico. Para atingir os objetivos de organização e documentação de projetos, os participantes do CTA se empoderaram das ferramentas utilizadas por projetos colaborativos e distribuidos bem sucedidos. Destacamos projetos de infraestrutura, como a Fresadora PCI João-de-Barro, projetos de ensino de engenharia, programação e aquisição de dados através dos *Shields* Amplificador de Instrumentação e Arduino básico e projetos de ciência cidadã através do projeto das Estações Meteorológicas Modulares.
Por fim, também promovemos empreendedorismo aberto através de projetos que são livres para serem distribuidos sem discriminação, inclusive comercializados. Isto abre novas possibilidades para os estudantes utilizarem os materiais e métodos com os quais tem contato durante os cursos. Mais do que isso, através de projetos e práticas de pesquisa e desenvolvimento que estão de acordo com os princípios de abertura, e do desenvolvimento de infraestrutura e de práticas organizacionais/institucionais alinhados, semeamos no ambiente acadêmico a cultura da abertura e da liberdade na expansão do conhecimento, que consideramos essenciais para atualizar a academia nos modos de produção e circulação do conhecimento e da cultura.
......@@ -15,7 +15,7 @@ Por fim, também promovemos empreendedorismo aberto através de projetos que sã
O Centro de Tecnologia Acadêmica é parcialmente financiado pelo CNPq.
Manifestamos nossa gratidão aos integrantes do CTA, Béuren Bechlin, Flávio Depaoli, Paulo Müller, Diogo Friggo Panda, Germano Postal, Alisson Claudino, Nelso Jost, Guilherme Weihmann, Leonardo Brunnet, Sebastian Gonçalves, Gabriel Krieger, Lucas Leal, Gilberto Fetzner Filho e todes demais que participaram e colaboraram desde a fundação do CTA, que são muitos para serem listados aqui, motivo pelo qual somos ainda mais gratos.
Manifestamos nossa gratidão aos integrantes do CTA, Béuren Bechlin, Flávio Depaoli, Paulo Müller, Diogo Friggo Panda, Germano Postal, Alisson Claudino, Nelso Jost, Guilherme Weihmann, Leonardo Brunnet, Sebastian Gonçalves, Gabriel Krieger, Lucas Leal, Gilberto Fetzner Filho e as outras pessoas que participaram e colaboraram desde a fundação do CTA, que são muitos para serem listados aqui, motivo pelo qual somos ainda mais gratos.
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__Referências:__
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As mudanças nas condições de produção e circulação da informação, do conhecimento e da cultura também trazem novas oportunidades e desafios para o mercado. Se por um lado a crença de que a viabilidade econômica de investimentos em inovação precisam ser baseados em monopólios viabilizados por segredos industriais, comerciais e outras formas de propriedade intelectual está sendo erodida pelo sucesso demonstrado de empreendedorismo aberto, por outro, o crescimento da demanda por tecnologias não limitadas pelos monopólios e a redução de custos associadas aos mecanismos de inovação de código aberto têm mostrado que as tecnologias livres e abertas são alternativas de potencial interesse em novas lógicas de mercado.
O mercado de tecnologias livres teve sua origem nos anos 90 através do *software* livre. Este mercado tem crescido e pode ser ilustrado com o exemplo da RedHat, uma empresa que oferece soluções de *software* livre e serviços relacionados. Esta empresa declarou, no ano fiscal que se encerrou em fevereiro de 2015, um faturamento de 1.79 Bilhões de Dolares americanos, com lucro de US$ 180 milhões no ano [^RedHat]. Porém também existem milhares de pequenas e médias empresas de desenolvimento, suporte e treinamento de *software* livre.
O mercado de tecnologias livres teve sua origem nos anos 90 através do *software* livre. Este mercado tem crescido e pode ser ilustrado com o exemplo da RedHat, uma empresa que oferece soluções de *software* livre e serviços relacionados. Esta empresa declarou, no ano fiscal que se encerrou em fevereiro de 2015, um faturamento de 1.79 bilhões de dólares dos Estados Unidos, com lucro de US$ 180 milhões no ano [^RedHat]. Porém também existem milhares de pequenas e médias empresas de desenolvimento, suporte e treinamento de *software* livre.
O princípios dos modelos de negócio abertos que usualmente eram aplicados para o *software* livre, começaram a ser adaptados para o mercado de *hardware* aberto e livre. Empresas relativamente recentes, tais como Adafruit [^AF] e SparkFun [^SF], têm se mantido em plena expansão por meio de negócios colaborativos utilizando *hardware* aberto e livre. Para o CEO da Sparkfun, Nate Seidle, empresas que confiam demais em sua propriedade intelectual, acabam ficando defasadas, sofrendo de "obesidade de propriedade intelectual", assim que a tecnologia muda [^ipobesity]. A Sparkfun é uma empresa desenvolvedora de componentes eletrônicos diversos, com faturamento acumulado em 75 milhões de dólares desde sua fundação em 2003 até o final de 2012 [^ipobesity], atingindo no ano de 2011 um faturamento de 18.3 milhões[^businesshat]. Esta empressa é expoente dentro de um cenário com outras empresas desenvolvedoras de *hardware* aberto e livre com faturamentos milionários [^fooeastignite2010].
O princípios dos modelos de negócio abertos que usualmente eram aplicados para o *software* livre, começaram a ser adaptados para o mercado de *hardware* aberto e livre. Empresas relativamente recentes, tais como Adafruit [^AF] e SparkFun [^SF], têm se mantido em plena expansão por meio de negócios colaborativos utilizando *hardware* aberto e livre. Para o CEO (do inglês *Chief Executive Officer*, ou diretor executivo) da Sparkfun, Nate Seidle, empresas que confiam demais em sua propriedade intelectual, acabam ficando defasadas, sofrendo de "obesidade de propriedade intelectual", assim que a tecnologia muda [^ipobesity]. A Sparkfun é uma empresa desenvolvedora de componentes eletrônicos diversos, com faturamento acumulado em 75 milhões de dólares desde sua fundação em 2003 até o final de 2012 [^ipobesity], atingindo no ano de 2011 um faturamento de US$ 18.3 milhões[^businesshat]. Esta empressa é expoente dentro de um cenário com outras empresas desenvolvedoras de *hardware* aberto e livre com faturamentos milionários [^fooeastignite2010].
Um desafio a ser superado reside em desconstruir a crença de que a abertura de um empreendimento o faz perder o propósito de lucrar. Não há correlação direta entre estes fatores, tendo em vista os casos de prosperidade mencionados anteriormente, o que remete também à distinção de abertura e liberdade para gratuidade. A verdadeira mudança se apresenta na forma de organização do desenvolvimento do produto e não na sua rentabilidade. É preciso avançar nos modelos de negócios que fazem uso de licenças permissivas e ao mesmo tempo não atuam de forma predatória aos grupos que criam e mantém a base da tecnologia livre e aberta. Este é um cenário recente, e é necessário que seja explorado e diversificado, que mantenha uma relação ética e se integre à ecologia de desenvolvimento das tecnologias livres e abertas, colaborando para sua melhoria e diversificação.
Um desafio a ser superado reside em desconstruir a crença de que a abertura de um empreendimento o faz perder o propósito de lucrar. Não há correlação direta entre estes fatores, tendo em vista os casos de prosperidade mencionados anteriormente, o que remete também à distinção de abertura e liberdade para gratuidade. A verdadeira mudança se apresenta na forma de organização do desenvolvimento do produto e não na sua rentabilidade.
O Centro de Tecnologia Acadêmica disponibiliza suas tecnologias e ferramentas para o empreendedorismo aberto. Ao licenciar seus projetos com licenças permissivas, convida aqueles que tem contato com seus projetos a se apropriarem de sua tecnologia, tanto em suas atividades acadêmicas, como também para integração em atividades economicas, sem discriminação e livre de cobrança de *royalties*.
É preciso avançar nos modelos de negócios que fazem uso de licenças permissivas e ao mesmo tempo não atuam de forma predatória aos grupos que criam e mantém a base da tecnologia livre e aberta. Este é um cenário recente, e é necessário que seja explorado e diversificado, que mantenha uma relação ética e se integre à ecologia de desenvolvimento das tecnologias livres e abertas, colaborando para sua melhoria e diversificação.
O Centro de Tecnologia Acadêmica disponibiliza suas tecnologias e ferramentas para o empreendedorismo aberto. Ao licenciar seus projetos com licenças permissivas, convida aqueles que tẽm contato com seus projetos a se apropriarem de sua tecnologia, tanto em suas atividades acadêmicas, como também para integração em atividades econômicas, sem discriminação e livre de cobrança de *royalties*.
__Notas:__
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**Rafael Pezzi, Heitor Carpes Marques Fernandes, Marina Pinto Pizarro de Freitas, Leonardo Sehn Alves, Pedro Terra, Renan Bohrer da Silva, Jan Luc dos Santos Tavares**
Centro de Tecnologia Acadêmica, Instituto de Física da UFRGS. Av. Bento Gonçalves, 9500. Porto Alegre, RS, Brasil
*Centro de Tecnologia Acadêmica, Instituto de Física da UFRGS. Av. Bento Gonçalves, 9500. Porto Alegre, RS, Brasil*
**Rafael Vasques Brandão**
Centro de Tecnologia Acadêmica Jr. do Colégio de Aplicação da UFRGS . Av. Bento Gonçalves, 9500. Porto Alegre, RS, Brasil
*Centro de Tecnologia Acadêmica Jr. do Colégio de Aplicação da UFRGS . Av. Bento Gonçalves, 9500. Porto Alegre, RS, Brasil*
Acreditamos que, a fim de suprir as necessidades atuais da humanidade sem prejudicar as gerações futuras, é preciso que se desenvolva uma cultura de ampla colaboração e de continuidade do conhecimento. Por isso, o Centro de Tecnologia Acadêmica do Instituto de Física da UFRGS (CTA IF/UFRGS) foi criado com base nos princípios da cultura livre, utilizando e desenvolvendo conhecimento e tecnologias livres e abertas. Estas são tecnologias onde os usuários possuem as liberdades de seu uso, estudo, modificação e distribuição, garantindo autonomia no aprendizado, no uso, no desenvolvimento e na disseminação dessas tecnologias. Este artigo justifica a escolha das tecnologias livres e abertas e das práticas relacionadas, apresentando como as possibilidades de criação, uso e disseminação do conhecimento geradas pela tecnologia digital, que embasam a cultura digital, estão sendo utilizadas e aprimoradas no CTA IF/UFRGS.
Iniciamos com uma breve reflexão sobre os impactos das tecnologias digitais na circulação da informação, do conhecimento e da cultura e apontamos os benefícios dos conceitos de liberdade e abertura do conhecimento aplicados à ciência, tecnologia e educação. Em seguida apresentamos o *hardware* aberto e livre (HAL) como o passo eminente na evolução do desenvolvimento colaborativo de tecnologias. Fazendo uma análise dos conceitos, apontamos para a infraestrutura e metodologias que consideramos necessárias para viabilizar o desenvolvimento colaborativo de instrumentos científicos e educacionais abertos em escala até então vista apenas em projetos de bens imateriais como a Wikipédia e o sistema operacional GNU/Linux.
Iniciamos com uma breve reflexão sobre os impactos das tecnologias digitais na circulação da informação, do conhecimento e da cultura e apontamos os benefícios dos conceitos de liberdade e abertura do conhecimento aplicados à ciência, tecnologia e educação. Em seguida apresentamos o *hardware* aberto e livre (HAL) como o passo eminente na evolução do desenvolvimento colaborativo de tecnologias. Fazendo uma análise dos conceitos, apontamos para a infraestrutura e metodologias que consideramos necessárias para viabilizar o desenvolvimento colaborativo de instrumentos científicos e educacionais abertos em escala até então vista apenas em projetos de obras imateriais como a Wikipédia e o sistema operacional GNU/Linux.
Descrevemos como estes conceitos são integrados como princípios no Centro de Tecnologia Acadêmica visando a atualização da academia nos modos de produção, gestão e disseminação do conhecimento. Por fim, apresentamos alguns exemplos de instrumentos abertos desenvolvidos no CTA, juntamente com reflexões sobre o papel que os princípios adotados pelo Centro têm para a formação dos alunos e o impacto que seus projetos podem ter na sociedade pela integração natural com a pesquisa e extensão universitárias.
Descrevemos como estes conceitos são integrados como princípios no Centro de Tecnologia Acadêmica visando a renovação da academia nos modos de produção, gestão e disseminação do conhecimento. Por fim, apresentamos alguns exemplos de instrumentos abertos desenvolvidos no CTA, juntamente com reflexões sobre o papel que os princípios adotados pelo Centro têm para a formação dos alunos e o impacto que seus projetos podem ter na sociedade pela integração natural com a pesquisa e extensão universitárias.
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