Seções Empreendedorismo Aberto e Shield Arduino Básico em codificação UTF-8

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## Considerações Finais
## Considerações Finais
### Benefícios
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### Empreendedorismo aberto
Estudo e promoção de modelos de empreendedorismo alinhados com princípios da ciência e educação.
A disseminação das tecnologias livres no mundo instigou, de forma conjunta e causal - simultaneamente -, a formação de modelos de negócios abertos. Estes modelos se caracterizam basicamente por:
* Participação no empreendimento aberta a todos interessados (internos ou externos à empresa);
* Colaboração ativa na parte de divulgação e compartilhamento de conhecimento dentro do negócio;
* Valorização do envolvido no negócio de forma correspondente com a sua colaboração.
[REF] SIMON, Imre. A incubadora virtual da FAPESP. Apresentação. São Paulo: FAPESP, 2004. Disponível em: http://www.ime.usp.br/~is/aula/incubadora-2004/incubadora-2004.pdf. Acesso em: 3 dez. 2014.
O trabalho conjunto no desenvolvimento de um negócio catalisa a inovação e sua produtividade. Tal como dito por Chesbrough, negócios abertos causam maior efetividade na criação e na agregação de valor em uma organização. Também é visto que uma estrutura colaborativa num ambiente de negócios proporciona maior proveito dos investimentos tanto em tempo quanto em dinheiro. Abrir setores de desenvolvimento de produtos para cooperação facilita a ramificação e o espalhamento de ideias permitindo que, por exemplo, patentes que não tiveram utilidade para a empresa que a criou sirvam e gerem valor sob uso de colaboradores externos.
Fatores como o alto custo do desenvolvimento tecnológico e o aspecto volátil da sobrevivência de novos produtos no mercado incentivam a abertura de empreendimentos. Isso ocorre em função de que nesse processo o fardo desses fatores é sustentado pelos diversos colaboradores do negócio. Isso significa que o empreendedorismo aberto também simplifica todo o processo de inovação. Além disso, como afirmado por Koschatzky, firmas tendem a sofrer uma diminuição na sua habilidade de se relacionar externamente com outras organizações e também reduzem sua base de conhecimentos a longo prazo quando não cooperam nem trocam informações. Dessa forma, pode-se dizer que o crescimento de um empreendimento pode ser acentuado através de processos abertos de desenvolvimento.
O sucesso dos modelos de negócio abertos vem sido notado em organizações de diversos portes no mundo. Empresas relativamente recentes, tais como Adafruit e SparkFun, têm recebido um faturamento bilionário em negócios colaborativos utilizando hardware aberto. Também há empresas transnacionais que têm aberto de forma gradativa seus projetos, tais como P&G e IBM, e obtido resultados positivos, apesar da mudança brusca do status quo. No Brasil, o avanço ainda é mais tímido, porém algumas iniciativas similares às já citadas obtêm êxito considerável em suas práticas. Um exemplo a ser destacado(de iniciativas em empreendedorismo aberto), é a da Incubadora Virtual da Universidade de São Paulo, que inspira-se nos projetos Wikipedia e SourceForge, que cria um espaço para inovação de forma colaborativa na parte de conteúdos virtuais. Ela busca abrangir tanto as esferas sociais quanto tecnológicas e acadêmicas.
Um desafio a ser superado reside em desmentir a ideia de que a abertura de um empreendimento o faz perder o propósito de lucrar. De forma alguma isso acontece, tendo em vista os casos de prosperidade mencionados anteriormente. Isso remete também à distinção de abertura e liberdade para gratuidade. Também é preciso reformular o uso de licenças no desenvolvimento de produtos, de forma a incentivar a cooperação.
O Centro de Tecnologia Acadêmica disponibiliza suas tecnologias e ferramentas para o empreendedorismo aberto, procurando recentemente aprofundar o conhecimento do desenvolvimento de economias colaborativas e sua inserção em suas redondezas. Nesse âmbito, ele também empreende no ramo da ciência aberta em seus projetos, abrindo caminho para qualquer um que procure colaborar. Assim, o Centro atende a mais um propósito da cultura livre, que é de gerar desenvolvimento local através do conhecimento aberto e das tecnologias livres.
[REF] https://en.wikipedia.org/wiki/Open_business
SIMON, Imre. A incubadora virtual da FAPESP. Apresentaçãoo. São Paulo: FAPESP, 2004. Disponível em: http://www.ime.usp.br/~is/aula/incubadora-2004/incubadora-2004.pdf. Acesso em: 3 dez. 2014.
BJÖRK, Bo-Christer. Two Scenarios for How Scholarly Publishers Could Change Their Business Model to Open Access.Disponível em:http://quod.lib.umich.edu/cgi/t/text/idx/j/jep/3336451.0012.102/--two-scenarios-for-how-scholarly-publishers-could-change?rgn=main;view=fulltext. Acesso em: 28 dez. 2015.
CHESBROUGH, Henry. Why Companies Should Have Open Business Models. Disponível em:http://sloanreview.mit.edu/article/why-companies-should-have-open-business-models/. Acesso em: 26 dez. 2015.
ENKEL,Ellen. Open R&D and Open Innovation:exploring the phenomenon. Disponível em: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1467-9310.2009.00570.x/pdf. Acesso em: 27 dez. 2015.
FERREIRA, Edy.How Companies Make Money Through Involvement in Open Source Hardware Projects. Disponível em: http://timreview.ca/node/228. Acesso em: 30 dez. 2015.
Koschatzky, K. (2001) Networks in innovation researchand innovation policy – an introduction. In:Koschatzky, K., Kulicke, M. and Zenker, A. (eds),Innovation Networks:Concepts and Challenges in the European Perspective. Heidelberg: Physica Verlag.
### Os gargalos do conhecimento aberto
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## Exemplos de projetos do CTA
## Exemplos de projetos do CTA
### Fresadora PCI João-de-Barro
......@@ -6,12 +6,15 @@ Infraestrutura para materialização de projetos eletrônicos.
[REF] http://cta.if.ufrgs.br/pcijb
### Shield Arduino Basico
### Shield Arduino Básico
Introdução à programação e aquisição de dados.
* Praticidade e utilidade para fins educacionais
Este projeto trata-se de uma placa de circuito impressa que, integrada à placa Arduino, fornece um instrumento para programação básica e aquisição de dados utilizando o Arduino. O Shield Arduino Básico permite que o usuário consiga realizar atividades introdutórias à plataforma Arduino, tais como controlar LED's e adquirir dados de luminosidade através do resistor dependente de luz (LDR).
[REF] Dissertação de mestrado de Gilberto Fetzner Filho.
A ideia de criar tal dispositivo surgiu da necessidade do Centro de Tecnologia Acadêmica ministrar oficinas sobre Arduino em um curto período de tempo sem que necessitasse da montagem de um circuito eletrônico simples numa placa de ensaio (protoboard). A placa foi desenhada com o auxílio do software livre KiCAD e impressa com a Fresadora PCI João-de-Barro.Foi utilizado pela primeira vez num evento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, numa das atividades promovidas pelo Centro de Tecnologia Acadêmica.
Assim, o Shield Arduino Básico possibilita a inserção de um instrumento de ensino tecnológico básico em diversos espaços e atividades pedagógicas neste âmbito, de forma prática e de baixo custo. A plataforma Arduino em si trouxe um grande avanço no acesso à educação tecnológica, e o Shield traz suporte a essa plataforma. O projeto procura contribuir com a realização do objetivo do Centro de Tecnologia Acadêmica de gerar infraestrutura para o conhecimento, livremente, sendo que os arquivos para impressão e a documentação do Shield são disponibilizadas para todos.
[REF] http://cta.if.ufrgs.br/projects/shield-arduino-basico/wiki/
### Shield amplificador de instrumentação
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