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Dadas as novas dinâmicas informacionais, a necessidade de atualizar a cultura institucional na academia também existe quando se trata da educação básica. Dessa maneira, pesquisa e desenvolvimento de tecnologias acadêmicas se mostram importantes não apenas na universidade, mas em todo o sistema educacional; com isso, encontramos o desafio de atualizar a cultura escolar às novas dinâmicas. A partir dessa necessidade surge no Colégio de Aplicação (CAp) da UFRGS, em 2013 — um ano após a criação do CTA — a sede do laboratório no colégio com o objetivo de levar as tecnologias acadêmicas desenvolvidas pelo CTA para a educação básica; a essa sede foi dado o nome CTA Jr.
O CTA Jr. foi iniciado com foco no projeto Estações Meterológicas Modulares (EMM) [^EMM-wiki], cujo sucesso depende da instalação de unidades funcionais das estações meteorológicas por cidadãos ou instituições — principalmente, escolas. As primeiras atividades foram oficinas de introdução à plataforma Arduino (base das EMM) e montagem de protótipos de circuitos demonstrativos em *protoboard*, em paralelo a uma disciplina eletiva de física da atmosfera, oferecida a alunos de ensino médio; essas atividades se deram até o final daquele ano.
O CTA Jr. foi iniciado com foco no projeto Estações Meterológicas Modulares (EMM)[^EMM-wiki], cujo sucesso depende da instalação de unidades funcionais das estações meteorológicas por cidadãos ou instituições — principalmente, escolas. As primeiras atividades foram oficinas de introdução à plataforma Arduino (base das EMM) e montagem de protótipos de circuitos demonstrativos em *protoboard*, em paralelo a uma disciplina eletiva de física da atmosfera, oferecida a alunos de ensino médio; essas atividades se deram até o final daquele ano.
A partir do ano seguinte, já com um espaço físico próprio, o CTA Jr. se tornou um ambiente aberto de estudo e desenvolvimento de tecnologias acadêmicas para alunos do colégio e mesmo da universidade. É um espaço do qual qualquer aluno interessado pode se apropriar para se familiarizar aos ideais e projetos desenvolvidos, e, eventualmente, se juntar ao grupo de algum projeto ou iniciar/continuar um diferente.
A dinâmica do CTA Jr. se dá da seguinte maneira: alguns projetos são escolhidos para inscrição em editais para que os alunos envolvidos recebam bolsas de Iniciação Científica Júnior (IC-Jr.); para cada um desses projetos, um aluno do ensino superior (geralmente já familiarizado com o CTA) trabalha auxiliando os alunos que o desenvolvem. Os alunos que não têm bolsa IC-Jr. podem participar tanto de um projeto escolhido quanto de outros projetos como voluntários ou como matriculados na disciplina eletiva CTA Jr. Os novos interessados, que se aproximam por curiosidade, são recebidos e apresentados ao espaço e às possibilidades de atividades pelos veteranos. Devido à proximidade do CAp ao Instituto de Física da UFRGS, alunos do CTA Jr. também frequentam o espaço físico do CTA, o que os fornece, além de acesso a um número maior de ferramentas, interação direta com o trabalho do CTA e seus integrantes.
A dinâmica do CTA Jr. se dá da seguinte maneira: alguns projetos são escolhidos para inscrição em editais para que os alunos envolvidos recebam bolsas de Iniciação Científica Júnior (IC-Jr.); para cada um desses projetos, um aluno do ensino superior (geralmente já familiarizado com o CTA) trabalha auxiliando os alunos que o desenvolvem. Os alunos que não têm bolsa IC-Jr. podem participar tanto de um projeto escolhido quanto de outros projetos como voluntários ou como matriculados na disciplina eletiva CTA Jr. Os novos interessados, que se aproximam por curiosidade, são recebidos e apresentados ao espaço e às possibilidades de atividades pelos veteranos. Devido à proximidade do CAp ao Instituto de Física da UFRGS, alunos do CTA Jr. também frequentam o espaço físico do CTA, o que os fornece, além de acesso a um número maior de ferramentas, interação direta com o trabalho do CTA e seus integrantes. Cabe enfatizar que o elevado interesse dos alunos, como demonstrado pela participação voluntária e a matrícula nas disciplinas eletivas são evidência de que o sistemas de bolsas IC-Jr para alunos da educação básica não é fundamental para o sucesso da inicitiva.
Como há projetos de fato **desenvolvidos** — não apenas reproduzidos — pelo CTA Jr. (em alguns casos, diretamente em conjunto com o CTA), os alunos envolvidos nesses projetos aprendem na prática a lidar com e pensar sobre as questões em torno do conhecimento aberto, como documentação, uso de ferramentas abertas, tipos de licenças; tornando-os aptos não apenas ao uso de novas tecnologias, mas à apropriação efetiva destas tecnologias e capacitação ao trabalho colaborativo. O fato de estar produzindo conhecimento novo também serve como estímulo ao aprendizado; e até mesmo a documentação de projetos, tarefa comumente considerada enfadonha, pode se tornar incentivadora quando alunos da educação básica percebem que seu trabalho está disponibilizado e será usado pela comunidade lado a lado ao trabalho desenvolvido na universidade.
Como há projetos de fato **desenvolvidos** — não apenas reproduzidos — no CTA Jr CAP. (em alguns casos, diretamente em conjunto com o CTA IF/UFRGS), os alunos envolvidos nesses projetos se integram à prática e a cultura do conhecimento aberto. De fato desenvolver habilidades de documentação, no uso de ferramentas livres e licenciamento; tornando-os aptos não apenas ao uso de novas tecnologias, mas à apropriação efetiva destas tecnologias e capacitação ao trabalho colaborativo. O fato de estar produzindo conhecimento novo também serve como estímulo ao aprendizado; e até mesmo a documentação de projetos, tarefa comumente considerada enfadonha, pode se tornar incentivadora quando alunos da educação básica percebem que seu trabalho está disponibilizado e será usado pela comunidade lado a lado ao trabalho desenvolvido na universidade.
A criação de modelos computacionais em física utilizando a linguagem de programação Python/ Vpython [^modelagem], o desenvolvimento de um braço mecânico simples (BRAMESIM) [^bramesim] e a sirene escolar concebida a pedido da direção da escola [^sirene] são exemplos de projetos inteiramente desenvolvidos no CTA Jr.
A criação de modelos computacionais em física utilizando a linguagem de programação Python/ Vpython[^modelagem], o desenvolvimento de um braço mecânico simples (BRAMESIM)[^bramesim] e a sirene escolar concebida a pedido da direção da escola[^sirene] são exemplos de projetos inteiramente desenvolvidos no CTA Jr.
O projeto de criação de modelos computacionais de física utilizando o Python/Vpython tem como objetivo favorecer a aquisição de competências e concepções associadas à modelagem computacional de sistemas, processos e fenômenos da natureza por parte dos estudantes do Ensino Médio do CAp. Assim, a estratégia didática da modelagem científica, considerada como uma atividade de exploração, criação e validação de modelos cuja finalidade é compreender a realidade, permite aos estudantes do CAp vivenciar em primeira pessoa a atividade científica de construção de seus próprios modelos computacionais, criando um ambiente em que é possível estabelecer uma conexão entre o mundo abstrato e o mundo concreto, ajudando-o a dar significado ao que é estudado, por meio da conceitualização, da experimentação e, mais recentemente, da simulação. Para Pierre Lévy (LÉVY, 1993), “o conhecimento por simulação é sem dúvida um dos novos gêneros de saber que a ecologia cognitiva informatizada transporta”. Nesse contexto, o computador torna-se uma ferramenta indispensável no processo de alfabetização científica e na criação de modelos, pois permite a construção, a experimentação e a reflexão sobre o que é criado de modo interativo, colaborativo e dinâmico. Segundo Lévy (LÉVY, 1993), “um modelo digital, não é lido ou interpretado como um texto clássico, ele é geralmente explorado de forma interativa”. Desse modo, os modelos são corrigidos e aperfeiçoados através de constantes simulações.
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## 6. Considerações Finais
A declaração de HAL idealiza que "_*hardware* de código aberto utiliza componentes e materiais facilmente acessíveis, processos padrões, infraestrutura aberta, conteúdo irrestrito, e ferramentas de desenho livres para maximizar a possibilidade dos indivíduos fazerem e utilizarem o *hardware*_". Porém a carência de infraestrutura aberta e ferramentas de desenho livres limitam as possibilidades de criação de *hardware* de acordo com os princípios de abertura e liberdade. Esta é uma deficiência que reduz o alcance e o impacto de iniciativas que buscam popularizar a fabricação digital e que podem até prejudicam o entendimento do que efetivamente é HAL.
A declaração de HAL idealiza que "_*hardware* de código aberto utiliza componentes e materiais facilmente acessíveis, processos padrões, infraestrutura aberta, conteúdo irrestrito, e ferramentas de desenho livres para maximizar a possibilidade dos indivíduos fazerem e utilizarem o *hardware*_". Porém a carência de infraestrutura aberta e ferramentas de desenho livres limitam as possibilidades de criação de *hardware* de acordo com os princípios de abertura e liberdade. Esta é uma deficiência que reduz o alcance e o impacto de iniciativas que buscam popularizar a fabricação digital e que podem até prejudicar o entendimento do que efetivamente é HAL.
Um exemplo de popularização dos meios de fabricação digital e distribuída são os chamados FabLabs, laboratórios de fabricação, que contam com máquinas de fabricação digital tais como fresadoras de controle numérico computadorizado, impressoras 3D entre outras máquinas para execução de projetos. É uma iniciativa interessante que, por um lado, visa a aproximação entre instrumentos de prototipagem e produção e as pessoas interessadas, aumentando e difundindo a cultura da produção de *hardware* ou cultura *maker*, por outro, conta com equipamentos de elevado custo financeiro, que também perpetua a necessidade de uso dos *softwares* proprietários que os acompanham, dificultando a criação *hardware* e sua documentação que esteja alinhado com a definição de HAL. Este modelo colabora (negativamente) para a carência de padrões de arquivos e programas livres para desenho e modificação de projetos uma vez que propagam e disseminam ferramentas proprietárias e infraestrutura fechada em meio à cultura *maker*. Além disso, não é garantido que um projeto desenvolvido em um determinado *software*/*hardware* proprietário poderá ser adaptado ou construído em outro equivalente. É aqui que os pontos de infraestrutura aberta, padrões abertos e *software* livre, presentes nas definições do *hardware* aberto e livre, se fazem importantes, pois é com eles que qualquer projeto poderá, em princípio, ser replicado sem maiores dificuldades. São os pontos que estimulam/viabilizam a criação de comunidades de usuários e desenvolvedores de HAL.
O Centro de Tecnologia Acadêmica do IF/UFRGS tem atuado no desenvolvimento da infraestrutura aberta que eventualmente viabilizará a construção de FabLabs realmente livres. Faz isso pela promoção do conceito da bancada dos hiperobjetos e o desenvolvimento de máquinas de fabricação digital que a compõe, a exemplo da Fresadora PCI João-de-barro.
O CTA se alia ao Colégio de Aplicação da UFRGS para atuar além do ambiente universitário, alcançando também o ensino básico através do CTA Jr, onde também são aplicados os conceitos de liberdade e abertura do conhecimento e são promovidas as ferramentas e práticas para potencializar a expansão do conhecimento acadêmico. Para atingir os objetivos de organização e documentação de projetos, os participantes do CTA se empoderaram das ferramentas utilizadas por projetos colaborativos e distribuidos bem sucedidos. Destacamos projetos de infraestrutura, como a Fresadora PCI João-de-Barro, projetos de ensino de engenharia, programação e aquisição de dados através dos *Shields* Amplificador de Instrumentação e Arduino básico e projetos de ciência cidadã através do projeto das Estações Meteorológicas Modulares.
Para atingir os objetivos de organização e documentação de projetos, os participantes do CTA se empoderaram das ferramentas utilizadas por projetos colaborativos e distribuidos bem sucedidos. Destacamos projetos de infraestrutura, como a Fresadora PCI João-de-Barro, projetos de ensino de engenharia, programação e aquisição de dados através dos *Shields* Amplificador de Instrumentação e Arduino básico e projetos de ciência cidadã através do projeto das Estações Meteorológicas Modulares.
Por fim, também promovemos empreendedorismo aberto através de projetos que são livres para serem distribuidos sem discriminação, inclusive comercializados. Isto abre novas possibilidades para os estudantes utilizarem os materiais e métodos com os quais tem contato durante os cursos. Mais do que isso, através de projetos e práticas de pesquisa e desenvolvimento que estão de acordo com os princípios de abertura, e do desenvolvimento de infraestrutura e de práticas organizacionais/institucionais alinhados, semeamos no ambiente acadêmico a cultura da abertura e da liberdade na expansão do conhecimento, que consideramos essenciais para atualizar a academia nos modos de produção e circulação do conhecimento e da cultura.
O CTA alia-se ao Colégio de Aplicação da UFRGS para atuar além do ambiente universitário, alcançando também o ensino básico através do CTA Jr, onde também são aplicados os conceitos de liberdade e abertura do conhecimento e são promovidas as ferramentas e práticas para potencializar a expansão do conhecimento acadêmico.
Por fim, também promovemos empreendedorismo aberto através de projetos que são livres para serem distribuidos sem discriminação, inclusive comercializados. Isto abre novas possibilidades para os estudantes utilizarem os materiais e métodos com os quais tem contato durante os cursos. Mais do que isso, através de projetos e práticas de pesquisa e desenvolvimento que estão de acordo com os princípios de abertura, e do desenvolvimento de infraestrutura e de práticas organizacionais/institucionais alinhados, esperamos estar semeandos no ambiente acadêmico a cultura da abertura e da liberdade na expansão do conhecimento, que consideramos essenciais para atualizar a academia nos modos de produção e circulação do conhecimento e da cultura.
*** Agradecimentos ***
O Centro de Tecnologia Acadêmica é parcialmente financiado pelo CNPq.
Manifestamos nossa gratidão aos integrantes do CTA, Béuren Bechlin, Flávio Depaoli, Paulo Müller, Diogo Friggo Panda, Germano Postal, Alisson Claudino, Nelso Jost, Guilherme Weihmann, Leonardo Brunnet, Sebastian Gonçalves, Gabriel Krieger, Lucas Leal, Gilberto Fetzner Filho e as outras pessoas que participaram e colaboraram desde a fundação do CTA, que são muitos para serem listados aqui, motivo pelo qual somos ainda mais gratos.
Manifestamos nossa gratidão aos integrantes do CTA, Béuren Bechlin, Flávio Depaoli, Paulo Müller, Diogo Friggo Panda, Germano Postal, Alisson Claudino, Nelso Jost, Guilherme Weihmann, Leonardo Brunnet, Sebastian Gonçalves, Gabriel Krieger, Lucas Leal, Gilberto Fetzner Filho, aos colaboradores do setor de eletrônica do IF/UFRGS Mauro Fin, Elton De Brum e Bruno Nabinger, assim como as outras pessoas que participaram e colaboraram desde a fundação do CTA, que são muitos para serem listados aqui, motivo pelo qual somos ainda mais gratos.
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__Referências:__
......@@ -56,8 +58,9 @@ SANTANA, B.; ROSSINI, C.; PRETTO, N.D.L.. Recursos Educacionais Abertos: Prátic
SILVA, R.B., et al. Estações meteorológicas de código aberto: Um projeto de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Rev. Bras. Ensino Fís. online. 2015, vol.37, n.1 São Paulo: Epub Mar 30, 2015. ISSN 1806-9126. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S1806-11173711685. Acessado em 4 de Janeiro de 2016.
SIMON, Imre. A incubadora virtual da FAPESP. Apresentação. São Paulo: FAPESP, 2004. Disponível em: http://www.ime.usp.br/~is/aula/incubadora-2004/incubadora-2004.pdf. Acesso em: 3 dez. 2014.
SOARES, M.D.; SANTOS, R.D.C. Ciência Hoje, 47, 38, 2011.
SIMON, Imre. A incubadora virtual da FAPESP. Apresentação. São Paulo: FAPESP, 2004. Disponível em: http://www.ime.usp.br/~is/aula/incubadora-2004/incubadora-2004.pdf. Acesso em: 3 dez. 2014.
## 5. Empreendedorismo aberto
As mudanças nas condições de produção e circulação da informação, do conhecimento e da cultura também trazem novas oportunidades e desafios para o mercado. Se por um lado a crença de que a viabilidade econômica de investimentos em inovação precisam ser baseados em monopólios viabilizados por segredos industriais, comerciais e outras formas de propriedade intelectual está sendo erodida pelo sucesso demonstrado de empreendedorismo aberto, por outro, o crescimento da demanda por tecnologias não limitadas pelos monopólios e a redução de custos associadas aos mecanismos de inovação de código aberto têm mostrado que as tecnologias livres e abertas são alternativas de potencial interesse em novas lógicas de mercado.
As mudanças nas condições de produção e circulação da informação, do conhecimento e da cultura também trazem novas oportunidades e desafios para o mercado. Se por um lado a crença de que a viabilidade econômica de investimentos em inovação precisam ser baseados em monopólios viabilizados por segredos industriais, comerciais e outras formas de propriedade intelectual está sendo erodida pelo sucesso demonstrado de empreendedorismo aberto, por outro, o crescimento da demanda por tecnologias não limitadas pelos monopólios e a redução de custos associadas aos mecanismos de inovação de código aberto têm mostrado que as tecnologias livres e abertas são alternativas de potencial interesse nas novas lógicas de mercado.
O mercado de tecnologias livres teve sua origem nos anos 90 através do *software* livre. Este mercado tem crescido e pode ser ilustrado com o exemplo da RedHat, uma empresa que oferece soluções de *software* livre e serviços relacionados. Esta empresa declarou, no ano fiscal que se encerrou em fevereiro de 2015, um faturamento de 1.79 bilhões de dólares dos Estados Unidos, com lucro de US$ 180 milhões no ano [^RedHat]. Porém também existem milhares de pequenas e médias empresas de desenolvimento, suporte e treinamento de *software* livre.
O mercado de tecnologias livres teve sua origem nos anos 90 através do *software* livre. Este mercado tem crescido e pode ser ilustrado com o exemplo da RedHat, uma empresa que oferece soluções de *software* livre e serviços relacionados. Esta empresa declarou, no ano fiscal que se encerrou em fevereiro de 2015, um faturamento de US$ 1.79 bilhões, com lucro de US$ 180 milhões no ano[^RedHat]. Também existem milhares de pequenas e médias empresas de desenolvimento, suporte e treinamento de *software* livre.
O princípios dos modelos de negócio abertos que usualmente eram aplicados para o *software* livre, começaram a ser adaptados para o mercado de *hardware* aberto e livre. Empresas relativamente recentes, tais como Adafruit [^AF] e SparkFun [^SF], têm se mantido em plena expansão por meio de negócios colaborativos utilizando *hardware* aberto e livre. Para o CEO (do inglês *Chief Executive Officer*, ou diretor executivo) da Sparkfun, Nate Seidle, empresas que confiam demais em sua propriedade intelectual, acabam ficando defasadas, sofrendo de "obesidade de propriedade intelectual", assim que a tecnologia muda [^ipobesity]. A Sparkfun é uma empresa desenvolvedora de componentes eletrônicos diversos, com faturamento acumulado em 75 milhões de dólares desde sua fundação em 2003 até o final de 2012 [^ipobesity], atingindo no ano de 2011 um faturamento de US$ 18.3 milhões[^businesshat]. Esta empressa é expoente dentro de um cenário com outras empresas desenvolvedoras de *hardware* aberto e livre com faturamentos milionários [^fooeastignite2010].
O princípios dos modelos de negócio abertos que usualmente eram aplicados até então somente para o *software* livre, começaram a ser adaptados para o mercado de *hardware* aberto e livre. Empresas relativamente recentes, tais como Adafruit[^AF] e SparkFun[^SF], têm se mantido em plena expansão por meio de negócios colaborativos utilizando *hardware* aberto e livre. Para o CEO (do inglês *Chief Executive Officer*, ou diretor executivo) da Sparkfun, Nate Seidle, empresas que confiam demais em sua propriedade intelectual, acabam ficando defasadas, sofrendo de "obesidade de propriedade intelectual", assim que a tecnologia muda[^ipobesity]. A Sparkfun é uma empresa desenvolvedora de componentes eletrônicos diversos, com faturamento acumulado em 75 milhões de dólares desde sua fundação em 2003 até o final de 2012[^ipobesity], atingindo no ano de 2011 um faturamento de US$ 18.3 milhões[^businesshat]. Esta empressa é expoente dentro de um cenário com outras empresas desenvolvedoras de *hardware* aberto e livre com faturamentos milionários[^fooeastignite2010].
Um desafio a ser superado reside em desconstruir a crença de que a abertura de um empreendimento o faz perder o propósito de lucrar. Não há correlação direta entre estes fatores, tendo em vista os casos de prosperidade mencionados anteriormente, o que remete também à distinção de abertura e liberdade para gratuidade. A verdadeira mudança se apresenta na forma de organização do desenvolvimento do produto e não na sua rentabilidade.
Um desafio a ser superado reside em desconstruir a crença de que a abertura de um empreendimento o faz perder a capacidade de lucrar. Não há correlação direta entre estes fatores, tendo em vista os casos de prosperidade mencionados anteriormente, o que remete também à distinção de abertura e liberdade para gratuidade. A verdadeira mudança se apresenta na forma de organização do desenvolvimento do produto e não na sua rentabilidade.
É preciso avançar nos modelos de negócios que fazem uso de licenças permissivas e ao mesmo tempo não atuam de forma predatória aos grupos que criam e mantém a base da tecnologia livre e aberta. Este é um cenário recente, e é necessário que seja explorado e diversificado, que mantenha uma relação ética e se integre à ecologia de desenvolvimento das tecnologias livres e abertas, colaborando para sua melhoria e diversificação.
O Centro de Tecnologia Acadêmica disponibiliza suas tecnologias e ferramentas para o empreendedorismo aberto. Ao licenciar seus projetos com licenças permissivas, convida aqueles que tẽm contato com seus projetos a se apropriarem de sua tecnologia, tanto em suas atividades acadêmicas, como também para integração em atividades econômicas, sem discriminação e livre de cobrança de *royalties*.
O Centro de Tecnologia Acadêmica disponibiliza suas tecnologias e ferramentas para o empreendedorismo aberto. Ao licenciar seus projetos com licenças permissivas, convida aqueles que tẽm contato com seus projetos a se apropriarem de sua tecnologia, tanto em suas atividades acadêmicas, como também para integração em atividades econômicas, sem discriminação e livre de cobrança de *royalties*. Com isto esperamos também estimular a capadidade empreendedora dos alunos que tem contato com estas tecnologias.
__Notas:__
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Acreditamos que, a fim de suprir as necessidades atuais da humanidade sem prejudicar as gerações futuras, é preciso que se desenvolva uma cultura de ampla colaboração e de continuidade do conhecimento. Por isso, o Centro de Tecnologia Acadêmica do Instituto de Física da UFRGS (CTA IF/UFRGS) foi criado com base nos princípios da cultura livre, utilizando e desenvolvendo conhecimento e tecnologias livres e abertas. Estas são tecnologias onde os usuários possuem as liberdades de seu uso, estudo, modificação e distribuição, garantindo autonomia no aprendizado, no uso, no desenvolvimento e na disseminação dessas tecnologias. Este artigo justifica a escolha das tecnologias livres e abertas e das práticas relacionadas, apresentando como as possibilidades de criação, uso e disseminação do conhecimento geradas pela tecnologia digital, que embasam a cultura digital, estão sendo utilizadas e aprimoradas no CTA IF/UFRGS.
Iniciamos com uma breve reflexão sobre os impactos das tecnologias digitais na circulação da informação, do conhecimento e da cultura e apontamos os benefícios dos conceitos de liberdade e abertura do conhecimento aplicados à ciência, tecnologia e educação. Em seguida apresentamos o *hardware* aberto e livre (HAL) como o passo eminente na evolução do desenvolvimento colaborativo de tecnologias. Fazendo uma análise dos conceitos, apontamos para a infraestrutura e metodologias que consideramos necessárias para viabilizar o desenvolvimento colaborativo de instrumentos científicos e educacionais abertos em escala até então vista apenas em projetos de obras imateriais como a Wikipédia e o sistema operacional GNU/Linux.
Iniciamos com uma breve reflexão sobre os impactos das tecnologias digitais na circulação da informação, do conhecimento e da cultura e apontamos os benefícios dos conceitos de liberdade e abertura do conhecimento à ciência, tecnologia e educação. Em seguida apresentamos o *hardware* aberto e livre (HAL) como o passo eminente na evolução do desenvolvimento colaborativo de tecnologias. Após uma análise dos conceitos, apontamos para a infraestrutura e metodologias que consideramos necessárias para viabilizar o desenvolvimento colaborativo de instrumentos científicos e educacionais abertos em escala até então vista apenas em projetos de obras imateriais como a Wikipédia e o sistema operacional GNU/Linux.
Descrevemos como estes conceitos são integrados como princípios no Centro de Tecnologia Acadêmica visando a renovação da academia nos modos de produção, gestão e disseminação do conhecimento. Por fim, apresentamos alguns exemplos de instrumentos abertos desenvolvidos no CTA, juntamente com reflexões sobre o papel que os princípios adotados pelo Centro têm para a formação dos alunos e o impacto que seus projetos podem ter na sociedade pela integração natural com a pesquisa e extensão universitárias.
Descrevemos como estes conceitos são integrados como princípios no Centro de Tecnologia Acadêmica visando a renovação da academia nos modos de produção, gestão e disseminação do conhecimento. Por fim, apresentamos alguns exemplos de instrumentos abertos desenvolvidos no CTA, juntamente com reflexões sobre o papel que os princípios adotados por nós têm para a formação dos alunos e o impacto que seus projetos podem ter na sociedade pela integração natural com a pesquisa e extensão universitárias.
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# Script que reconstroi HTML e carrega no servidor
gitbook build \
&& rsync -a _book/* frontdoor.if.ufrgs.br:~/public_html/CA2015_dev_pads \
&& rsync -a _book/* frontdoor.if.ufrgs.br:~/public_html/CA2015 \
&& echo "Sincronização completa."
#!/bin/bash
# Script de atualização do ramo dev_pads a partir da versão do artigo presente nos Pads.
# Esta ação pode ser realizada por qualquer membro da equipe do artigo.
# Script de atualização do ramo novo_master
# Apenas os masters do projeto no gitlab poderão dar push neste ramo.
# Colaboradores devem fazer suas constribuições por um ramo, subí-lo para o servidor
# e solicitar um merge (merge request) com o ramo principal do proejeto.
# Certifique-se de ter configurado seu nome e email no git.
# Garantir que estamos no ramo dev_pads
git checkout dev_pads \
&& wget https://public.etherpad-mozilla.org/p/1wtGwlzVwl/export/txt -O README.md \
&& wget https://public.etherpad-mozilla.org/p/xIDRaQFghF/export/txt -O Academia_do_futuro.md \
&& wget https://public.etherpad-mozilla.org/p/m66k0lNtwT/export/txt -O Infraestrutura_do_conhecimento.md \
&& wget https://public.etherpad-mozilla.org/p/lHoq31Afzh/export/txt -O CTA.md \
&& wget https://public.etherpad-mozilla.org/p/B8QwRxWNah/export/txt -O Projetos_documentados.md \
&& wget https://public.etherpad-mozilla.org/p/YxftAjafoV/export/txt -O Empreendedorismo.md \
&& wget https://public.etherpad-mozilla.org/p/i5uCj03zRH/export/txt -O Considerações_finais.md \
# Garantir que estamos no ramo novo_master e monta o arquivo com todo o texto concatenado em artigo.md
git checkout novo_master \
&& gitbook pdf \
&& cat README.md \
Academia_do_futuro.md \
Infraestrutura_do_conhecimento.md \
......@@ -19,6 +15,6 @@ CTA.md \
Projetos_documentados.md \
Empreendedorismo.md \
Considerações_finais.md > artigo.md \
&& git commit -a -m "`date`" \
&& git push origin dev_pads
&& git commit -a \
&& git push origin novo_master
File added