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## O Centro de Tecnologia Acadêmica
* Falar de como estamos organizados: a dinâmica das reuniões, o site, listas, forúms, wiki....
Criado em 2012 no Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IF/UFRGS), o Centro de Tecnologia Acadêmica tinha como objetivo inicial integrar os estudantes do curso recentemente criado de Engenharia Física com as atividades de ensino, pesquisa e extensão da universidade [^CTA-boas-Vindas]. Com o tempo, o Centro adquiriu um escopo maior, com a proposta de promover a disseminação e compartilhamento do conhecimento. Buscamos tais objetivos com a adoção e desenvolvimento de softwares e hardwares livres, fundamentada nas definições de liberdade do conhecimento.
![Princípios do Centro de Tecnologia Acadêmica - CTA IF/UFRGS](./figuras/CTA_composto.png)
Percebemos uma associação intricada entre os princípios do CTA, pois o ensino só pode ser realizado de forma plena se houver a infraestrutura de hardware e software necessária, assim como o acesso e compreensão dos frutos do desenvolvimento científico. Já o desenvolvimento da ciência aberta só é possível se formos capazes de verificar as asserções propostas e de gerenciar as informações de forma aberta, com pessoas que trabalham e possuem conhecimento dos métodos e ferramental utilizado. O software e o hardware só podem ser verdadeiramente livres e abertos para proporcionar essa infraestrutura para a ciência e educação se forem desenvolvidos sobre ferramentas abertas e se o conhecimento para estudo e reprodução de tais for acessível. Essencialmente, a adoção e incentivo de todos os quatro temas são indispensáveis para a disseminação do conhecimento e é com isso em mente que agimos no CTA.
Naturalmente, um grupo que se propõe a fomentar um rompimento com paradigmas culturais, tais como os científicos e educacionais mencionados, acaba se diferenciando também em diversos pontos de sua estrutura organizacional. Citamos a seguir algumas das práticas que realizamos usualmente:
* Site para documentar projetos
Instalação de sistema de gestão de projetos chamado ChiliProject. Inspirado no Repositório de Hardware Aberto do CERN [^OHWR]. Cada projeto do site contém uma Wiki, sistema de tarefas, fórum, repositório de arquivos, entre outras funcionalidades que facilitam a organização de equipes de desenvolvimento, espaço para comunicação entre todos interessados no projeto.
Localizada atualmente em http://cta.if.ufrgs.br, a página inicial do CTA dá acesso a várias atividades realizadas pelo grupo indicando, entre outros, lista de fóruns, página de suporte, projetos destacados e o "Cardápio de Projetos". A busca pelo desenvolvimento de uma página inicial clara, interessante e simples tem tido grandes avanços no último ano, mas tem se mostrado um desafio. Inspirado no Repositório de Hardware Aberto do CERN [^OHWR], o site do CTA tem instalado um sistema de gestão de projetos chamado ChiliProject [^chiliproject]. A maior parte do site do CTA é wiki, ou seja, é editável pelos usuários cadastrados no site e no CTA o cadastro é permitido para qualquer indivíduo (outro desafio é o gerenciamento de cadastros, pois spammers são muito comuns em páginas wiki). Basicamente, as estruturas do site se organizam sob projetos de forma que cada projeto contém uma Wiki, sistema de tarefas, fórum, repositório de arquivos, entre outras funcionalidades que facilitam a organização de equipes de desenvolvimento bem como a estruturação de um espaço para comunicação entre todos interessados no projeto.
* Fóruns
Cada projeto pode possuir seu fórum para discussão online, bastando que um mantenedor do projeto ative essa funcionalidade. Com a utilização dos fóruns procuramos integrar tanto os desenvolvedores dos projetos quanto a comunidade externa que não está ligada diretamente ao desenvolvimento do projeto. Como os projetos têm conceitos frequentemente interligados, procuramos discutir os assuntos comuns no fórum do suporte, onde temos discussão sobre as ferramentas utilizadas (como tutoriais, perguntas e dicas), discussão sobre as práticas do CTA, instruções e dicas sobre como colaborar com o Centro e os relatos das reuniões.
* Dinâmica de reuniões
Realizamos encontros semanais, tais encontros são abertos para participação de qualquer interessado e um dos objetivos futuros é proporcionar a participação online das reuniões, de forma a tornar a reunião mais inclusiva. Nossos encontros se iniciam por uma apresentação. Essas apresentações têm cunhos variados, nelas são expostos desenvolvimentos de trabalho, realizamos discussões de fundamentos e diretrizes de trabalho, apresentamos palestras diversas, expomos resultados de estudos de casos e conhecemos trabalhos desenvolvidos externamente - as apresentações são dos participantes usuais das reuniões ou, como acontece frequentemente, de algum convidado especial para a apresentação. Em cada reunião selecionamos um gestor, que ficará encarregado de reunir temas para a pauta, coordenar a reunião e selecionar a apresentação, que costuma ser determinada na reunião anterior ou durante a semana. Cada reunião tem sua pauta e seus encaminhamentos expostos no fórum de suporte, nos "Encontros Periódicos" [^encontros_CTA]. Nessa dinâmica de reunião, observamos como alguns pontos positivos os fatos de que cada participante da reunião assume diversos papeis em reuniões diferentes - de forma que adquire experiência em papeis como o de gestor da reunião e também de forma a variar a carga e tipo de trabalho dos participantes, pois assim não há alguém que deve desempenhar o mesmo papel todas as semanas - assim como o fato de que os assuntos expostos nas apresentações permanecem atualizados, de forma que os apresentadores adquirem maturidade na apresentação de seus temas e recebem sugestões para encaminhamentos futuros.
* Lista de e-mails
Complementamos a comunicação online utilizando listas de e-mails. Alguns projetos possuem lista de emails, além das listas de projetos, possuímos uma lista geral e uma lista para assuntos internos. Para a maior parte dos interessados no CTA, a lista mais recomendada é a lista geral. Nessa lista costuma-se informar sobre eventos, sobre as reuniões e tópicos relevantes. A lista de assuntos internos é uma lista em que se discutem certas trivialidades cotidianas e tarefas em andamento.
* Repositório GitLab
O servidor do CTA também abriga uma Instância do GitLab, um gerenciador de repositórios git que permite aos desenvolvedores armazenarem seus projetos e controlarem as suas versões.
O servidor do CTA também abriga uma Instância do GitLab, um gerenciador de repositórios git que permite aos desenvolvedores armazenarem seus projetos e controlarem as suas versões. [^git_CTA]
* Oficinas
O CTA realiza oficinas de introdução às ferramentas livres utilizadas para o desenvolvimento de seus projetos assim como oficinas específicas.
O CTA realiza oficinas de introdução às ferramentas livres utilizadas para o desenvolvimento de seus projetos assim como oficinas específicas dos projetos. Possuímos uma página chamada "Portfólio de Oficinas" na qual listamos e registramos materiais e referências de algumas das oficinas ministradas de forma que podemos facilmente reproduzí-las e ministrá-las novamente [^portfolio].
* Participação em eventos
* FISL16
* Latinoware
* Ciência Aberta Ubatuba
2015 foi um ano de participação intensa em eventos por parte da equipe do CTA. Ministramos palestras e oficinas diversas tanto em Porto Alegre quanto em outras cidades do país [^eventos_CTA]. Com a participação nesses eventos o Centro cresceu em vários sentidos pois atingimos e nos apresentamos para um grande número de pessoas bem como obtivemos experiência na colaboração e organização de eventos. Entre os eventos que participamos em 2015 podemos citar:
* Arduino Day, organizado pelo CTA em Porto Alegre
* Portas Abertas UFRGS, em Porto Alegre
* FISL16, em Porto Alegre
* Latinoware, em Foz do Iguaçu
* VI Encontro Estadual de Ensino de Física, em Porto Alegre
* Tropixel Labs, em Ubatuba
* Ciência Aberta 2015, em São Paulo
*** Referências ***
[^CTA-boas-Vindas]:Centro de Tecnologia Acadêmica - http://cta.if.ufrgs.br/#Boas-Vindas
[^encontros_CTA]:Fórum Encontros Periódicos do CTA http://cta.if.ufrgs.br/projects/suporte-cta/boards/7
[^chiliproject]:Página do sistema ChiliProject - https://www.chiliproject.org/
[^git_CTA]: Repositório Git do CTA - https://git.cta.if.ufrgs.br/
[^portfolio]: Portfólio de Oficinas do CTA - http://cta.if.ufrgs.br/projects/suporte-cta/wiki/Portf%C3%B3lio_de_Oficinas
[^eventos_CTA]:Página que lista e organiza participação do CTA em eventos diversos - http://cta.if.ufrgs.br/projects/suporte-cta/wiki/Eventos
### CTA Jr. CAP
Centro de Tecnologia Acadêmica Jr. no Colégio de Aplicação da UFRGS.
* O que e como acontece no CTA Jr CAP. Como os alunos do CAP aproveitam a experiência dos seniores? Como contribuem?
* Citar exemplo: sirene.
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### Empreendedorismo aberto
Estudo e promoção de modelos de empreendedorismo alinhados com princípios da ciência e educação.
A disseminação das tecnologias livres no mundo instigou, de forma conjunta e causal -simultaneamente-,a formação de modelos de negócios abertos. Estes modelos se caracterizam basicamente por:
* Participação no empreendimento aberta a todos interessados (internos ou externos à empresa);
* Colaboração ativa na parte de divulgação e compartilhamento de conhecimento dentro do negócio;
* Valorização do envolvido no negócio de forma correspondente com a sua colaboração.
[REF] SIMON, Imre. A incubadora virtual da FAPESP. Apresentação. São Paulo: FAPESP, 2004. Disponível em: http://www.ime.usp.br/~is/aula/incubadora-2004/incubadora-2004.pdf. Acesso em: 3 dez. 2014.
O trabalho conjunto no desenvolvimento de um negócio catalisa a inovação e sua produtividade. Tal como dito por Chesbrough, negócios abertos causam maior efetividade na criação e na agregação de valor em uma organização. Também é visto que uma estrutura colaborativa num ambiente de negócios proporciona maior proveito dos investimentos tanto em tempo quanto em dinheiro. Abrir setores de desenvolvimento de produtos para cooperação facilita a ramificação e o espalhamento de ideias permitindo que, por exemplo, patentes que não tiveram utilidade para a empresa que a criou sirvam e gerem valor sob uso de colaboradores externos.
Fatores como o alto custo do desenvolvimento tecnológico e o aspecto volátil da sobrevivência de novos produtos no mercado incentivam a abertura de empreendimentos. Isso ocorre em função de que nesse processo o fardo desses fatores é sustentado pelos diversos colaboradores do negócio. Isso significa que o empreendedorismo aberto também simplifica todo o processo de inovação. Além disso, como afirmado por Koschatzky, firmas tendem a sofrer uma diminuição na sua habilidade de se relacionar externamente com outras organizações e também reduzem sua base de conhecimentos a longo prazo quando não cooperam nem trocam informações. Dessa forma, pode-se dizer que o crescimento de um empreendimento pode ser acentuado através de processos abertos de desenvolvimento.
O sucesso dos modelos de negócio abertos vem sido notado em organizações de diversos portes no mundo. Empresas relativamente recentes, tais como Adafruit e SparkFun, tem recebido um faturamento bilionário em negócios colaborativos utilizando hardware aberto. Também há empresas transnacionais que tem aberto de forma gradativa seus projetos, tais como P&G e IBM, e obtido resultados positivos, apesar da mudança brusca do status quo. No Brasil, o avanço ainda é mais tímido, porém algumas iniciativas similares as já citadas tem ganhado destaque. Um exemplo a ser destacado(de iniciativas em empreendedorismo aberto), é a da Incubadora Virtual da Universidade de São Paulo, que inspira-se nos projetos Wikipedia e SourceForge, criando um espaço para inovação de forma colaborativa na parte de conteúdos virtuais. Ela busca abrangir tanto as esferas sociais quanto tecnológicas e acadêmicas.
Um desafio a ser superado reside em desmentir a ideia de que a abertura de um empreendimento o faz perder o propósito de lucrar. De forma alguma isso acontece, tendo em vista os casos de prosperidade mencionados anteriormente. Isso remete também à distinção de abertura e liberdade para gratuidade. Também é preciso reformular o uso de licenças no desenvolvimento de produtos, de forma a incentivar a cooperação.
O Centro de Tecnologia Acadêmica disponibiliza suas tecnologias e ferramentas para o empreendedorismo aberto, procurando recentemente aprofundar o conhecimento do desenvolvimento de economias colaborativas e sua inserção em suas redondezas. Nesse âmbito, ele também empreende no ramo da ciência aberta em seus projetos, abrindo caminho para qualquer um que procure colaborar. Assim, o Centro atende a mais um propósito da cultura livre, que é de gerar desenvolvimento local através do conhecimento aberto e das tecnologias livres.
[REF] https://en.wikipedia.org/wiki/Open_business
SIMON, Imre. A incubadora virtual da FAPESP. Apresentação. São Paulo: FAPESP, 2004. Disponível em: http://www.ime.usp.br/~is/aula/incubadora-2004/incubadora-2004.pdf. Acesso em: 3 dez. 2014.
BJÖRK, Bo-Christer. Two Scenarios for How Scholarly Publishers Could Change Their Business Model to Open Access.Disponível em:http://quod.lib.umich.edu/cgi/t/text/idx/j/jep/3336451.0012.102/--two-scenarios-for-how-scholarly-publishers-could-change?rgn=main;view=fulltext. Acesso em: 28 dez. 2015.
CHESBROUGH, Henry. Why Companies Should Have Open Business Models. Disponível em:http://sloanreview.mit.edu/article/why-companies-should-have-open-business-models/. Acesso em: 26 dez. 2015.
ENKEL,Ellen. Open R&D and Open Innovation:exploring the phenomenon. Disponível em: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1467-9310.2009.00570.x/pdf. Acesso em: 27 dez. 2015.
http://timreview.ca/node/228
Koschatzky, K. (2001) Networks in innovation researchand innovation policy – an introduction. In:Koschatzky, K., Kulicke, M. and Zenker, A. (eds),Innovation Networks:Concepts and Challenges in the European Perspective. Heidelberg: Physica Verlag.
### Os gargalos do conhecimento aberto
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## Exemplos de projetos do CTA
Abaixo são apresentados alguns dos principais projetos do Centro de Tecnologia Acadêmica que se enquadram na modalidade de tecnologias fim, como descrito anteriormente. Ilustram desde a criação da infraestrutura para o desenvolvimento de hardware aberto e livre até projetos pegadógicos para uso em laboratórios de ensino.
### Fresadora PCI João-de-Barro
Infraestrutura para materialização de projetos eletrônicos.
[REF] http://cta.if.ufrgs.br/pcijb
### Shield Arduino Basico
Introdução à programação e aquisição de dados.
* Praticidade e utilidade para fins educacionais
### Shield Arduino Básico
[REF] Dissertação de mestrado de Gilberto Fetzner Filho.
Este projeto trata-se de uma placa de circuito impressa que, integrada à placa Arduino, fornece um instrumento para programação básica e aquisição de dados utilizando o Arduino. O Shield Arduino Básico permite que o usuário consiga realizar atividades introdutórias à plataforma Arduino, tais como controlar LED's e adquirir dados de luminosidade através do resistor dependente de luz (LDR).
A ideia de criar tal dispositivo surgiu da necessidade do Centro de Tecnologia Acadêmica ministrar oficinas sobre Arduino em um curto período de tempo sem que necessitasse da montagem de um circuito eletrônico simples numa placa de ensaio (protoboard). A placa foi desenhada com o auxílio do software livre KiCAD e impressa com a Fresadora PCI João-de-Barro.Foi utilizado pela primeira vez num evento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, numa das atividades promovidas pelo Centro de Tecnologia Acadêmica.
Assim, o Shield Arduino Básico possibilita a inserção de um instrumento de ensino tecnológico básico em diversos espaços e atividades pedagógicas neste âmbito, de forma prática e de baixo custo. A plataforma Arduino em si trouxe um grande avanço no acesso à educação tecnológica, e o Shield traz suporte a essa plataforma. O projeto procura contribuir com a realização do objetivo do Centro de Tecnologia Acadêmica de gerar infraestrutura para o conhecimento, livremente, sendo que os arquivos para impressão e a documentação do Shield são disponibilizadas para todos.
[REF] http://cta.if.ufrgs.br/projects/shield-arduino-basico/wiki/Wiki
### Shield amplificador de instrumentação
Aquisição de dados, ensino de engenharia, potencial de reuso em outros projetos.
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